Aumentativos. A exemplo dos diminutivos, procure evitá-los,
ou usá-los com muita parcimônia, mesmo em textos
coloquiais. Os que já se incorporaram à linguagem
habitual, no entanto (portão, casarão, etc.),
poderão ser livremente empregados. Atente para as normas
que regulamentam a questão:
a) Os aumentativos formam-se principalmente com a desinência
ão (feminino: ona): barracão,
papelão,
paredão, caldeirão, grandão (grandona),
chorão (chorona), mandão (mandona),
solteirão (solteirona), etc.
b) Outros sufixos aumentativos: aça (barcaça),
aço (balaço, ricaço), alha
(muralha, fornalha), alhão (grandalhão,
vagalhão), alho (chocalho), anzil
(corpanzil), arão (casarão),
aréu (fogaréu, povaréu), arra
(bocarra), arrão (santarrão),
asco (penhasco), astro (criticastro, poetastro),
az (vilanaz, ladravaz), ázio (copázio),
eira (fogueira), eirão (vozeirão),
eiro (cruzeiro), ório (finório),
orra (cabeçorra), uça (dentuça),
zão (pezão) e zarrão
homenzarrão e canzarrão).
c) Cuidado, pois o aumentativo pode assumir car&aacu te;ter pejorativo,
de desprezo ou de ironia: bobão, covardão, vermelhão,
poetaço, mulheraça, bobalhão, gentalha, amarelão,
etc.
d) Não estranhe: muitas palavras femininas têm aumentativos
masculinos, como cabeção, portão, mulherão,
figurão, caixão, casarão, caldeirão,
etc.
e) Evite os aumentativos que surgem como meros modismos. Exemplos:
zagueirão, goleirão, becão, juizão,
chutaço, defesaça, goleiraço, etc.