Gandhi. E não Ghandi.
Gângster, gangsterismo. Aportuguesados. Plural de gângster:
gângsteres.
Gangue. Desta forma. Quando possível, use quadrilha.
Ganhar. O verbo tem sentido positivo. Por isso, um time
não pode "ganhar" mais baixas. Da mesma forma,
ninguém "ganha" uma cicatriz no rosto, um
processo, uma punição, uma repreensão, uma
advertência, uma multa ou uma descompostura. Pode, isso sim,
receber uma punição, uma repreensão, etc.
"Ganhar grátis". Redundância. Equivalente
correto: levar ou receber de graça.
Ganhar por ou de. Para expressar um resultado numérico, use ganhar
por ou ganhar de: Ganhou o jogo por 2 a 0 ou de 2 a
0.
Ganho. Use ganho tanto com ser e estar quanto com ter e
haver: O jogo foi ganho no primeiro tempo. / O time havia ganho a oitava partida
seguida. Ganhado, embora
correto, já é de uso raro, mesmo com ter e haver.
Garçom. Desta forma. Feminino: garçonete.
Garoto-propaganda. Plural: garotos-propaganda.
Gastado, gasto. Prefira gastado com ter e haver e
gasto, com ser e estar:
Tinha(havia) gastado, foi (estava) gasto. Já se
admite,
porém, o uso de gasto com ter e haver: Tinha gasto.
Gastro... Liga-se sem hífen ao termo seguinte:
gastrobronquite,
gastronefrítico, gastrozoário. Quando o segundo elemento começa
por vogal, mantenha o o: gastroenterite, gastrointestinal.
Gay. Faça o plural normalmente: homem gay, filmes gays, os
gays.
Gêiser. Plural: gêiseres
Gêmeos. 1 – A palavra pode designar tanto as crianças
nascidas no mesmo parto como cada uma delas: A professora teve gêmeos. /
Só
um gêmeo sobreviveu. Quando não houver especificação,
subentendem-se duas crianças. 2 – Nos demais casos: três –
trigêmeos; quatro – quadrigêmeos ou quádruplos;
cinco – quíntuplos; seis – sêxtuplos; sete
– sétuplos; oito – óctuplos, nove –
nônuplos; dez – décuplos.
Geminadas. Casas geminadas (e nunca "germinadas").
Gene. E não "gen".
Genial, gênio. Pense bem e seja comedido: quantas pessoas realmente
merecem essas qualificações?
Genitor(a). Use pai ou mãe. Genitor e genitora,
só em
casos muito especiais.
Gente. 1 – Como forma de tratamento (a gente), use o termo
apenas na
linguagem coloquial. 2 – Concordância. Verbo na terceira pessoa:
Ele disse que a gente estava proibido (para homens) de entrar ali. / Ele disse que a
gente estava proibida (para mulheres) de entrar ali. 3 – A gente =
nós. Nunca escreva a gente "fizemos", a gente
"fomos".
Gentílicos. Ver naturais de ...
Geo... Liga-se sem hífen ao termo seguinte, dobrando-se o
r e o s que
iniciem sílaba: geoeconomia, geobotânica, georrinco, geossinclinal.
George, Georges. George – em inglês (George
Washington); Georges – em francês (Georges Simenon).
Geral. Na designação de cargos, órgãos e
instituições, liga-se com hífen ao substantivo: consultor-geral,
governador-geral, procurador-geral, Procuradoria-Geral, Diretoria-Geral, Assembléia-Geral, etc.
Gerar. a) Use gerar livremente como sinônimo de
procriar ou produzir
energia: A moça gerou uma criança predestinada. / A usina vai gerar
mais energia. b) Nos demais casos, no entanto, substitua gerar por
causar, provocar, criar, produzir e até render: Tese sobre pobreza gera
(cria, causa, provoca) polêmica. / Lançamento de bônus deve gerar
(render, produzir) 2 milhões de dólares. / O príncipe diz que
salvar a Amazônia gera (cria, produz) renda e empregos. c) Para efeito de
títulos, lembre-se de que causar tem apenas um sinal a mais que gerar
e criar tem até meio sinal a menos.
Gerir. Conjuga-se como aderir: giro,
geres; geria; geri;
gerira; gerirei; geriria; que eu gira; se eu gerisse; gere tu, geri vós; etc.
Germano... Hífen na formação de adjetivos
pátrios ou de
sentido religioso: germano-catolicismo, germano-latino. Nas demais palavras:
germanofilia, germanologia.
Germe. Prefira esta forma, sem n no final.
"Gestar". Use gerar: Doméstica quer gerar (e
não "gestar") criança para casal.
"Gestões", "gestionar". 1
– Use gestão ou gestões apenas como
sinônimo de
administração: a gestão passada, as diversas gestões da
empresa. 2 – Gestões não tem o sentido de negociações,
entendimentos ou conversações (empregue estes termos) e "gestionar"
(também vetado) nem sequer consta dos dicionários.
Gigante. Flexiona-se normalmente e qualifica um substantivo sem
hífen:
preguiça gigante, ondas gigantes.
Gíria e linguagem coloquial. Evite as palavras de gíria.
Quando fizerem parte de uma declaração, use-as em itálico. Se
forem
muito específicas (jargão policial, por exemplo), coloque em seguida, entre
parênteses, o seu significado: "Peguei um bagulho (objeto qualquer),
fumei um baseado (cigarro de maconha) e depois mandei (roubei) o carro."
A linguagem coloquial e os termos de gíria de uso comum dispensam as aspas, mas
devem ser empregados apenas em casos especiais, nos textos mais leves, opinativos ou
irônicos que realmente os justifiquem.
Glutão. Flexões: glutona e glutões.
Goleada. Só considere goleada a vitória de um time que tenha
marcado
pelo menos quatro gols em outro.
"Goleirão". Jargão esportivo. Não use.
Golfo. Inicial maiúscula: Golfo Pérsico.
Gostar. Prefira a regência indireta, gostar de: Todos
gostam de atenção. / As pessoas de quem gostamos. / Esta é a atividade
de que ele mais gosta. / Trouxe tudo de que gostava (e não: Trouxe tudo o que
gostava).
Gourmand, gourmet. Gourmand é o que come muito, que é
guloso; gourmet indica o apreciador e conhecedor de pratos finos.
Governadores de São Paulo. Junta Governativa (Prudente de Morais,
Rangel
Pestana e coronel Joaquim de Sousa Mursa), de 16/11/1889 a 14/12/1889); Prudente de
Morais,
de 14/12/1889 a 18/10/1890; Jorge Tibiriçá, de 18/10/1890 a
7/8/1891; Américo Brasiliense, de 8/3/1891 a 15/12/1891;
Cerqueira César, de 15/12/1891
a 23/8/1892; Bernardino de Campos, de 23/8/1892 a 15/4/1896; Peixoto
Gomide, de 15/4/1896 a 1/5/1896; Campos Sales, de 1/5/1896 a
31/10/1897; Peixoto Gomide, de 31/10/1897 a
10/11/1898; Fernando Prestes de Albuquerque, de 10/11/1898 a 1/5/1900;
Rodrigues Alves, de 1/5/1900 a 13/2/1902; Domingos de Morais,
de 13/2/1902 a 3/7/1902; Bernardino de Campos, de
3/7/1902 a 1/5/1904; Jorge Tibiriçá, de 1/5/1904 a 1/5/1908;
Albuquerque Lins, de 1/5/1908 a 1/5/1912; Rodrigues Alves, de
1/5/1912 a 1/5/1916; Altino Arantes, de 1/5/1916 a 1/5/1920; Washington
Luís, de 1/5/1920 a 1/5/1924; Carlos de Campos, de
1/5/1924 a 27/4/1927; Dino Bueno, de 27/4/1927 a 14/7/1927;
Júlio Prestes, de
14/7/1927 a 19/2/1930; Heitor Penteado, de 19/2/1930 a 24/10/1930;
general Hastínfilo de Moura, de 24/10/1930 a 29/10/1930;
José Maria Whitaker, de 30/10/1930 a 6/11/1930; Plínio
Barreto, de 6/11/1930 a 25/11/1930; coronel
João Alberto, de 25/11/1930 a 25/7/1931; Laudo Camargo, de
25/7/1931 a 13/11/1931; general Manuel Rabelo, de 13/11/1931 a 7/3/1932;
Pedro de Toledo (interventor, de 7/3/1932
a 10/7/1932, e governador aclamado, de 10/7/1932 a 2/10/1932); coronel Herculano de
Carvalho, de 2/10/1932 a 6/10/1932; general Valdomiro Lima, de
6/10/1932 a 27/7/1933; general Daltro Filho, de 27/7/1933 a 21/8/1933;
Armando de Sales Oliveira (interventor, de
21/8/1933 a 11/4/1935, e governador, de 11/4/1935 a 29/12/1936); Henrique
Bayma, de
29/12/1936 a 5/1/1937; Cardoso de Melo Neto, de 5/1/1937 a 25/4/1938;
general Francisco
José da Silva Júnior, de 25/4/1938 a 27/4/1938; Ademar de
Barros, de
27/4/1938 a 4/6/1941; Fernando Costa, de 4/6/1941 a 27/10/1945; Sebastião
Nogueira
de Lima, de 27/10/1945 a 3/11/1945; Macedo Soares, de 3/11/1945 a
14/3/1947; Ademar de Barros, de 14/3/1947 a 31/1/1951; Lucas Nogueira
Garcez, de 31/1/1951 a 31/3/1955;
Jânio Quadros, de 31/3/1955 a 31/3/1959; Carvalho Pinto,
de 31/3/1959 a 31/3/1963;
Ademar de Barros, de 31/3/1963 a 6/6/1966; Laudo Natel, de
6/6/1966 a 31/1/1967; Abreu Sodré, de 31/1/1967 a 15/3/1971;
Laudo Natel, de 15/3/1971 a 15/3/1975; Paulo
Egydio, de 15/3/1975 a 15/3/1979; Paulo Maluf, de 15/3/1979 a
14/5/1982; José Maria
Marin, de 14/5/1982 a 15/3/1983; Franco Montoro, de 15/3/1983 a
15/3/1987; Orestes
Quércia, 15/3/1987 a 15/3/1991; Luiz Antonio Fleury Filho,
15/3/1991 a 15/3/1995; Mário Covas, 15/3/1995 a 15/3/1999 e de
15/3/1999.
Governo. Inicial minúscula: o governo brasileiro, o governo de
São Paulo.
Gozar. No sentido de ter, ser dono de, o verbo exige de:
Goza de
grande prestígio, de boa fama (e não "goza grande
prestígio", etc.).
Gozo, gozoso. Sempre com z.
Grã, grão. Formas reduzidas de grande. Use
grã para combinar
com o feminino e grão, com o masculino: Grã-Bretanha, grã-cruz,
grã-duquesa, grão-duque, grão-mestre, grão-ducado,
grão-rabino, grão-turco, grão-vizir. Grã-cruz tem o
gênero masculino quando designa o detentor da grã-cruz: um
grã-cruz. No plural, nem grã nem grão
variam: as grã-cruzes, as grã-duquesas, os grão-duques, os
grão-vizires.
Grã-Bretanha. Compreende a Inglaterra, a Escócia e o
País
de Gales. O Reino Unido inclui os três e a Irlanda do Norte. Com a República
da Irlanda, essas regiões formam as Ilhas Britânicas.
"Graciosamente". Use de graça ou gratuitamente.
Grã-fino. Flexões: grã-fina, grã-finos
e grã-finas. Derivados: grã-finismo e
grã-finagem.
Grama (gênero). Palavra masculina quando significa
peso: um grama, trezentos gramas, oitocentos gramas. Como equivalente a relva
é que
tem o gênero feminino: A grama do jardim. / Não pise na grama.
Grama (uso). Ver medidas.
Grande. Comparativo: maior. Superlativo: máximo e grandíssimo.
Grandessíssimo é malformado e tem uso pejorativo.
Grande mais nome de cidade. Por estar clara a idéia de cidade, a
concordância faz-se no feminino: a Grande São Paulo, a Grande Porto Alegre,
a Grande Paris, a Grande Nova York. São exceções os casos em que o
nome da cidade seja precedido do artigo o: o Grande Rio, o Grande Cairo, o Grande Porto,
etc.
Grande número ou quantidade de. Concordância. Ver
maioria.
Grandessíssimo. E não "grandissíssimo".
É
forma aceitável somente na linguagem coloquial ou em declarações.
Grão. 1 – Ver grã. 2 – Plural:
grãos.
Grátis, gratuito. 1 – Gratuito é adjetivo e deve ser
usado
com o verbo ser ou substantivos: A entrada é gratuita. / Ingressos gratuitos,
ensino gratuito, acusações gratuitas. 2 –
Grátis é
advérbio e pode ser substituído por gratuitamente: Recebeu grátis
(gratuitamente) o ingresso. / Consegui o livro grátis (gratuitamente).
Por isso, não diga que o estacionamento "é
grátis", mas gratuito. 3 – Gratuito não tem acento:
pronuncia-se gra-túi-to.
Grave. É o estado do doente ou do ferido e não ele
próprio. Por isso, não existem "doentes graves" ou "feridos
graves".
Greco... Liga-se com hífen ao elemento seguinte na
formação de
adjetivos pátrios: greco-latino, greco-romano, greco-italiano. Nos demais
compostos, não existe hífen: grecofonia, grecolatria.
Greve. É empregado quem faz. A de patrões chama-se
locaute.
Grosso modo. E não "a grosso modo".
Grupo. Inicial maiúscula e mesmo corpo do texto: Grupo Estado, Grupo
Votorantim.
Grupo de... 1 – O verbo concorda com grupo: Um grupo de retirantes
vinha
(e não "vinham") pela estrada. 2 – O segundo
elemento vai sempre para o plural: grupo de empresas, grupo de pessoas, etc.
Guaraná. Masculino: o guaraná.
Guarda. Para pessoa, admite os dois gêneros: o guarda da escola, a
guarda
do vestiário. O serviço ou instituição tem apenas a forma
feminina: a Guarda Civil, a guarda do Palácio, a troca da guarda.
Guarda... 1 – Como tempo verbal ou substantivo, entra na
formação de palavras compostas. O segundo elemento fica no singular nestes
compostos: guarda-chuva, guarda-civil, guarda-comida, guarda-florestal,
guarda-louça, guarda-marinha, guarda-meta, guarda-noturno, guarda-pó,
guarda-roupa, guarda-sexo, guarda-sol e guarda-volante. Todos admitem o plural.
Quando o primeiro elemento é verbo (guarda como tempo de guardar),
só o segundo varia: os guarda-comidas, os guarda-metas, os guarda-pós.
Quando o primeiro elemento é substantivo (guarda como
policial), os dois variam: os guardas-civis, os guardas-florestais, os
guardas-volantes. 2 – O segundo elemento já está no plural nestes
outros compostos: o guarda-costas, os guarda-costas; guarda-fios, guarda-freios,
guarda-jóias, guarda-livros, guarda-móveis, guarda-pratas, guarda-vestidos,
guarda-vidas e guarda-volumes. 3 – Atenção para os casos em
que o hífen não existe: guarda avançada, guarda de honra e
guarda nacional.
Guardião. Flexões: guardiã, guardiães
(prefira) e guardiões.
Guarujá. Siga a forma corrente: o Guarujá, no
Guarujá.
Guerra. Inicial maiúscula para designar conflitos: Guerra do
Paraguai, Guerra do Vietnã, 2ª Guerra Mundial. Inicial minúscula,
porém, em guerra fria (não é o nome de um conflito).
Guinness. Desta forma.
Guisa. Com s: à guisa de.
Guisado, guisar. Com s.
Guizo. Com z.
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