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Há, havia. 1 - Quando o verbo que acompanha
haver
está no imperfeito ou no mais-que-perfeito,
deve-se usar havia, e não há:
Ele
estava ali havia (e não há) muito
tempo. / Ele estivera ali havia (e não há)
muito tempo. Regra prática. Substitua haver
por fazer, que ficará clara a forma a usar:
Ele estava ali fazia muito tempo (e não faz muito
tempo). / Ele estivera ali fazia (e não faz)
muito tempo. Repare que a ação se encerrou;
o há indicaria que ela prossegue.
Outros casos em que se deve usar havia (sempre equivalente
a fazia) e não há: Havia
meses
os dois assaltavam motoristas. / Ele doara sangue ao filho havia
poucos meses. / Havia quase um ano que não o encontrava.
/ Estava sem dormir havia três dias. / A agência parecia
abandonada havia anos. / Havia oito jogos que o time não
vencia. / A frase não lhe saía da cabeça
havia várias semanas. / Tinha chegado havia pouco ao Rio.
/ Havia anos que a casa não era pintada. / Sua paixão
fazia-o sofrer havia dez anos. / Havia muito tempo estava tentando
reparar a falha.
2 - Admite-se há com imperfeito ou mais-que-perfeito
em dois casos: a) Se o tempo for considerado a partir do momento
em que se vive: Tivera uma discussão com X há
(faz) 15 dias (o tempo é contado a partir do
momento atual). / Você já sabia há (faz)
muito tempo que ele não foi para o exílio. b)
Se o imperfeito estiver no lugar do perfeito: Há cem
anos nascia Villa-Lobos. / Há mais de 50 anos chegava o
primeiro imigrante.
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