Na Avenida tal. Ver na Rua
tal.
Nacional-socialista. Plural: nacional-socialistas (os nacional-socialistas,
partidos nacional-socialistas).
Nada. 1 - Antes do verbo, dispensa outra negativa: Nada
lhe perguntaram. / A polícia
nada apurou sobre o crime. / Ele de nada foi informado. 2 - Se vem
depois do verbo,
exige outra negativa: Não lhe perguntaram nada.
/ O ministro não sabia nada sobre o plano. / Ninguém
aprendeu nada. / A moça não ficou
nada preocupada. / Sem pensar em mais nada, saiu correndo.
3 - São erradas, dessa forma, frases como: As linhas
telefônicas custam praticamente nada (o certo
não custam...) / Reservou
as sextas-feiras para fazer absolutamente nada (para
não fazer...). / Ele trouxe nada consigo (ele
nada trouxe consigo ou ele não trouxe nada consigo).
Nada a ver. E nunca "nada haver". A melhor forma,
porém, é nada que ver: A queixa não
tem nada a ver (ou que ver) com você.
Nada com pronome. O nada atrai o pronome situado na
mesma oração: Nada lhe disseram a respeito do caso. /
Nada naquele lugar nos agradava.
Nada de. Concordância. Ver alguma coisa de.
Naïf. Plural: naives.
"Namorar com". O verbo é direto: A moça
namorava o filho do prefeito (e não namorava
"com").
/ Namorava a vizinha havia muitos anos (e não
namorava "com").
Não... 1 - Use hífen sempre que o
não vier antes de substantivo:
não-agressão, não-alinhamento,
não-conformismo,
não-fumante,
não-intervenção,
não-participação. 2 - Diante de
adjetivo, só empregue o hífen quando o
não formar uma palavra de sentido completo:
país não-alinhado,
nação não-beligerante, não-combatente,
não-conformista, não-engajado, não-esperado,
não-essencial, não-existente, metal
não-ferroso, pessoa não-fumante, não-iluminado,
política não-intervencionista, não-participante,
não-positivo,
composto não-saturado, não-verbal e
não-viciado. 3
- Nos demais casos: não vazio, não reconhecido,
não identificado, não vestido, etc. 4 - Ver no
capítulo Escreva Certo as palavras em que o
não se liga com hífen a um
adjetivo. Nos demais casos não existe hífen:
não cozido, não intencional, não abusivo.
Não apenas... mas também. Concordância.
Ver não
só.
Não com pronome. O não atrai o pronome
situado na mesma oração: Os resultados não o
surpreenderam. / O amigo não se dispôs a ajudá-lo.
Não é mais. Ver já ... mais.
Não fosse ... Sem e intermediário:
Não fosse a pressa, ele teria feito melhor o trabalho.
/ Não fosse a chuva, os convidados teriam chegado antes.
(E não: Não fosse a pressa "e" ele
teria...).
Nãos. Não tem plural, quando
substantivado:
Os nãos e os sins.
Não ... senão. Concordância com o termo
que se segue a senão: "Não se viam
ali senão cadáveres". / Não se ouviam
senão os grilos.
Não só. 1 - A
correlação
de não só ou não somente
faz-se com
mas também, mas, mas até, como, senão
ou senão também: Não só
o pai, mas também o filho devem... / Não só
o patrão, mas o operário... / Não só
os homens, mas até as mulheres... / Não só
os filhos, como os amigos ali ficaram. / Não só
é indigno de pena, senão também da graça.
/ O Sol não só excede a cada uma das estrelas senão
a todas. 2 - Concordância. Verbo no plural:
Não só o pai, mas também o filho queriam
o cargo. Fazem a mesma concordância as seguintes formas:
não só... mas, não só... mas ainda,
não só... mas até, não só...
senão, não só... senão também,
não só... como também, não somente...
como, não apenas... senão também, etc.
"Não tem solução". Ver
havia muitas pessoas.
Nariz-de-cera. É uma introdução vaga
e desnecessária que toda notícia dispensa. Use lead
e nunca nariz-de-cera, a não ser em casos excepcionais,
como o de apresentar íntegras: É a seguinte a
íntegra do discurso pronunciado ontem pelo presidente da
República na Cidade do México:
Um exemplo de nariz-de-cera: São muitos os problemas
do trânsito em São Paulo. Alguns deles arrastam-se
por anos e anos sem que ninguém tente resolvê-los.
Um exemplo desse descaso das autoridades é o estacionamento
sobre as calçadas. Mais uma vez, porém, a Prefeitura
promete adotar medidas para que os abusos não se repitam.
Depois dessa introdução, viria a notícia
de que o estacionamento nas calçadas estava, a partir do
momento, sujeito a multas elevadas. Entre direto no fato: A
partir de hoje, quem estacionar seu carro sobre a calçada
pagará tanto de multa. E a Prefeitura promete ser rigorosa
na fiscalização.
"Narrar que". Narra-se alguma coisa, mas
não
se narra que...
Na Rua tal. Use esta forma: morador ou residente
na Rua tal e não à Rua tal. Da
mesma forma,
na Avenida, na Travessa, no
Largo, etc.
Naturais do Brasil.
Naturais do Estado de
São Paulo.
Naturais do
Exterior.
Naves espaciais. 1 - Os foguetes e satélites,
tanto os pioneiros da era espacial quanto os atuais, têm
o gênero masculino: o Sputnik, o Viking, o Vanguard,
o Explorer, o Sonda, o Tiros, o lntelsat, etc. 2 - As naves
(mesmo que sejam consideradas ônibus espaciais, como a Columbia)
são femininas: a Vostok, a Mercury, a Voshkod, a Gemini,
a Soyuz, a Skylab, a Challenger, etc. 3 - O nome das naves vai no
mesmo corpo do texto e não deve ser aportuguesado: Columbia,
Apollo 13, etc.
Navios. O nome vai no mesmo corpo do texto: Costa Marina.
Necessário. Ver em é preciso a
concordância de é necessário.
"Necrópole". Palavra vetada. Use
cemitério.
Negar a. O verbo pede a preposição a
e não para: Redes de TV negam espaço
ao candidato (e não "para o"). / A empresa negou
aumento aos funcionários.
Negar que. 1 - Esta forma leva sempre a oração
seguinte para o subjuntivo: Ministério nega que tenha
censurado novela (e não que censurou). /
A OMS nega que vacina seja (e não é)
causa da epidemia de Aids. / Senador nega que vá liderar
(em vez de liderará) chapa de oposição.
/ O médico negou que o acusado usasse (e não
usava) drogas. / A moça negou que seja (e não
é) ou tenha sido (e não foi) garota
de programas. / Ex-diretor nega que conhecesse (e não
conhecia)
irregularidades do banco.
2 - Se você precisar economizar sinais no título,
use a forma alternativa, com infinitivo: Acusado nega ser "justiceiro"
/ Empresários negam ter feito pressão contra aumento
/ Engenheiro nega ter recebido convite.
Negativa mais negativa. 1 - O português admite o
uso de duas negativas na mesma frase sem que daí resulte
um sentido positivo. Veja os exemplos seguintes, todos corretos:
Não viu nada. / Não conheceram nunca alguém
tão feio. / Sem as reclamações de ninguém
além dele. / E nunca ninguém aí entrou. /
Não tinham coisa nenhuma para comer. / Não quero
nenhuma pessoa aqui. 2 - Erradas são as frases em que
haja uma negativa antes (ninguém, nada, nem ou outra
qualquer) e o advérbio não depois, como:
Nem eu "não" pude ver (o certo: Nem
eu pude ver). / Nenhum "não" morreu (o
certo: Nenhum morreu). / Ninguém "não"
fez (o certo: Ninguém fez). / Nada que o
contrariasse "não" podíamos fazer (o
certo: Nada que o contrariasse podíamos fazer),
etc.
"Negócio da China". A imagem está demais
desgastada para definir qualquer entendimento comercial com os chineses.
Negrito. Ver destaques.
Nem. Ver e nem.
Nem com pronome. O nem atrai o pronome situado na
mesma oração: Não foi nem se deixou levar. / Nem
os amigos lhe fizeram a vontade.
Nem... nem. 1 - Verbo no plural se os dois ou mais
sujeitos podem praticar o fato expresso pelo verbo: Nem o repórter
nem o redator perceberam o erro. / Nem o deputado, nem o senador,
nem o vereador quiseram comentar a declaração.
2 - Verbo no singular apenas se o fato expresso pelo verbo
excluir um dos sujeitos: Nem o deputado nem o senador
será eleito presidente (só um pode ser eleito).
3 - Se os sujeitos não forem da mesma pessoa, a 1.ª
predomina sobre a 2.ª e a 3.ª, e a 2.ª, sobre a
3.ª: Nem eu nem tu nem ele sairemos daqui. / Nem tu nem
eles deveis ficar preocupados.
Nem um. Ver nenhum, nem
um.
Nem um nem outro. 1 - Prefira o verbo no plural: Nem
um nem outro apareceram. / Nem um nem outro são meus irmãos.
2 - Caso haja exclusão de um dos sujeitos, o verbo
fica no singular: Nem um nem outro será eleito presidente
(só um pode ser eleito). 3 - Se houver substantivo depois,
este fica obrigatoriamente no singular: Nem um nem outro caso
(e não casos) foram esclarecidos (ou foi
esclarecido). / Nem uma nem outra coisa aconteceu.
Nenhum. 1 - Vem normalmente antes do
substantivo e é
precedido de negativa: Não existe nenhum homem na cidade.
/ Fugiu de madrugada, sem que nenhum guarda o tivesse visto.
2 - Colocado depois do substantivo, dá ênfase à
negativa: Não existe homem nenhum na cidade. / Fugiu
de madrugada, sem que guarda nenhum o tivesse visto. / Não
queria esmolas, nem favor nenhum. 3 - Pode ter valor afirmativo
em frases como: Mais que nenhum outro jogador, tudo ele fez
pelo time. 4 - Quando houver uma negativa antes, usa-se
nenhum e não qualquer: Não viu
nenhuma
(e não qualquer) irregularidade no caso.
(Consulte o verbete qualquer.) 5 -
Nenhum atrai o pronome situado na mesma
oração: Nenhuma pessoa se machucou na queda. / Nenhum
amigo lhe abriu os olhos.
Nenhum (concordância). O verbo fica sempre no singular:
Nenhum dos homens ali presentes negou o fato. / Nenhum deles se
dispôs
a comparecer. / Nenhum de nós foi convidado para a festa.
/ Nenhum de vós o sensibilizou.
Nenhum, nem um. 1 - Nenhum é antônimo
de algum: Nenhum jornalista escreve melhor que ele
(em oposição a: Algum jornalista escreve...).
/ Não tem nenhum direito de reclamar. / Não havia
nenhuma divergência entre eles. 2 - Nem um
equivale
a nem um sequer, nem um único: Não quis
ficar nem um instante mais. / Não ficaram encabulados nem um
pouco. / Nem uma única folha se mexia.
Nenhuma coisa de. Ver
alguma coisa de.
Neo... Exige hífen antes de vogal, h, r e
s: neo-árico, neo-escolástica,
neo-hegelianismo,
neo-inglês, neo-ortodoxo, neo-realismo, neo-socialismo.
Nos demais casos: neocolonial, neoliberalismo, neolatino,
neozelandês.
Neuro... Liga-se sem hífen ao termo seguinte: neuroanatomia,
neuroelétrico, neurocirurgião, neuropatologia, neurorradiologia,
neurossensório.
Ninguém. 1 - Rejeita o não em frases
como: Ninguém o procurou (e não: Ninguém
"não" o procurou). / Ninguém lhe
faz favor algum. / Ninguém se feriu no acidente. 2
- Pode, porém, ser precedido de não ou
combinar-se
com jamais, nunca, nem e sem: Não havia
ninguém na sala. / Ninguém jamais o procurou. /
E nunca ninguém aí entrou. / Saiu sem que ninguém
o percebesse.
Nipo... Hífen na formação de adjetivos
pátrios: nipo-americano, nipo-brasileiro. Nos demais
casos: nipofilia, nipófobo.
Nível. 1 - A locução a nível
de, modismo desnecessário e condenável, tornou-se
uma das mais terríveis muletas lingüísticas da
atualidade, em
substituição a praticamente tudo que se queira. Veja alguns
casos em que a locução aparece e como evitá-la:
Decisão "a nível" de diretoria (decisão
de diretoria). / Decisão "a nível" de governo (decisão
governamental). / Reunião "a nível" internacional
(reunião internacional). / O clube está fazendo
contratações "a nível de" futuro
(contratações para o futuro). / A proposta pelo jogador
será "a nível de" (em torno de) 5 a 6
milhões de dólares. / Pude avaliar o técnico
"a nível de" (como) uma pessoa pública. / Ela,
"a nível da" (em relação à)
eleição, só pretende votar bem. / "A
nível de" (como) jornalista, prefere assuntos mais leves.
2 - Em determinados casos podem ser usadas as locuções
no plano (de) e em termos de. Ou, em
última instância, no nível de e
em nível de (uma vez que nível
rejeita o a sozinho): Os candidatos teriam hoje, "a
nível" nacional (no plano nacional, em termos nacionais), 24%
das intenções de voto. / O grupo elevou a entidade "a
nível" primeiro-mundista (ao nível primeiro-mundista).
3 - Existe ainda ao nível de, mas apenas com o
significado de à mesma altura: ao nível do
mar.
Nissei. Use esta forma e não "nisei".
Nobel. 1 - Sem acento (pronuncia-se Nobél). 2 - Isolado, faz
o
plural Nobéis: Os Nobéis de Química
e Física. 3 - Com Prêmio, não varia: Linus
Pauling ganhou dois Prêmios Nobel.
No intuito de. Prefira para.
Nomes bíblicos. Devem ser adaptados à língua
portuguesa: Davi, Jó (e não Job), Jacó,
Sara, Lot (e não Loth), Set, Rute, etc.
Nomes chineses. 1 - O Estado adota a grafia atualizada
(e convencional) dos nomes chineses: Deng Xiaoping, Zhao Ziang,
Hua Kuofeng. 2 - Exceções: Mao
Tsé-tung,
Chiang Kai-chek e Chu En-lai. 3 - Nos nomes em que haja um
elemento composto, o segundo termo tem inicial minúscula:
Tsé-tung, Kai-chek, En-lai, Yang-tse (rio), Kai-fong
(cidade), Ki-lin (província). 4 - Como o sobrenome,
nos nomes chineses, vem antes do nome, nos títulos ou na
segunda referência dos textos use Mao (e não
Tsé-tung), Deng (e não Xiaoping),
Chu (e não En-lai), etc. 5 - O sh
chinês passa a x
em português: Xangai (e não Shangai).
6 - Use Pequin e não Beijing.
Nomes científicos. A primeira palavra tem inicial
maiúscula e o nome científico vai sempre em itálico:
Aedes aegypti, Aedes albopictus (tigre-asiático),
Rhea americana (ema), Vulpes vulpes (raposa),
Citrus aurantium sinensis (laranja-da-china), etc.
Nomes de bairros e ruas. Ver São Paulo (locais).
Nomes de cor.
Nomes de emissoras de rádio e TV. 1 -
Devem ser escritos no mesmo corpo do texto: Rádio Jovem Pan, Rede
Bandeirantes, TV Gazeta. 2 - Execeção. Use em
itálico o nome da Rádio Eldorado e suas variantes,
Eldorado AM e Eldorado FM. 3 - O nome dos programas das
emissoras também vai em itálico: Estadão no Ar,
Fantástico, Nossa Língua Portuguesa.
Nomes de institutos, órgãos, entidades, empresas
e produtos. a) Os nomes de órgãos, entidades
e institutos públicos ou oficiais deverão
ser adaptados às normas ortográficas vigentes. Assim,
Instituto Butantã (e não Butantan); Instituto
Vital Brasil (e não Brazil), Instituto Adolfo
Lutz (e não Adolpho), Fundação
Osvaldo Cruz (e não Oswaldo).
Exceções,
já consagradas pelo uso: Lloyd Brasileiro e Itamaraty.
b) Nos nomes de empresas privadas e nos de seus produtos,
mantenha a grafia original: Gillette, Chrysler, McDonald's,
Manah, Villares, Ultragaz, Belgo Mineira, Coca-Cola, Antarctica,
Guaraná Champagne, Bohemia (cerveja), etc.
Nomes de lugares públicos. Devem ter
inicial maiúscula e ser adaptados à ortografia vigente:
Praça Rui (e não Ruy) Barbosa, Avenida Brigadeiro
Luís (e não Luiz) Antônio, Rua Padre
João Manuel (e não Manoel), Avenida Vital Brasil
(e não Brazil), Avenidas Faria Lima e Angélica, Alamedas
Barros e Santos, Ruas Augusta e Direita, etc.
Nomes de obras artísticas. Ver destaques.
Nomes de parlamentares. 1 - O nome dos senadores e deputados
federais e estaduais deverá ser sempre seguido das siglas
do partido e do Estado entre parênteses: O senador José
dos Anjos (PRN-RS)... / O deputado federal Carlos
Bastos (PL-SP)... / O deputado estadual João
de Almeida (PT-BA)... 2 - Parlamentares em cargos
de maior destaque podem dispensar essa indicação:
O presidente do Senado, Antônio Brígido, avocou...
/ O presidente da Câmara, Augusto Macedo, quer... / O líder
do PMDB no Senado, Álvaro Couto, defendeu... 3 - Quando
for necessário, use a forma senador ou deputado
por (e não de). 4 - Cuidado com a forma
deputado
paulista, senador amapaense. O deputado "paulista"
José
Genoíno é natural do Ceará. E o senador
"amapaense"
José Sarney não só nasceu como faz política
no Maranhão.
Nomes de publicações e obras literárias.
1 - Como norma, não se altera o nome de publicações
ou obras literárias, que vão em destaque (itálico
se o corpo do texto for o normal, corpo normal se o texto estiver
em itálico, negrito itálico se o texto
estiver em negrito e negrito se o corpo do
texto for o negrito itálico): A notícia
divulgada por
O Globo. / A nota publicada em A Tribuna. / A frase inicial
de Os Sertões. / Assistiu ontem novamente a Os
Sete Samurais. Só use em negrito o nome do jornal e
suas variantes: O Estado de S. Paulo, Estado e Estadão.
2 - Para manter a fluência da frase, no entanto, e evitar
formas como em Os, de As, por O e outras semelhantes,
pode-se
fazer a contração quando essa prática contribuir
para que o texto ganhe melhor ritmo: A notícia publicada
pelo Globo. / A nota publicada na Tribuna. / O comentário
do Estado. / A frase inicial dos Sertões.
/ Assistiu ontem novamente aos Sete Samurais.
3 - Obras de nome muito extenso poderão ser citadas pela
forma reduzida depois que já se tiver feito menção
completa ao seu título: Nas Memórias Póstumas,
Machado de Assis descreve... / Quincas Berro d'Água
(A Morte e a Morte de Quincas Berro d'Água) é
um dos melhores momentos de Jorge Amado.
4 - Ver no item 7 do verbete maiúsculas e
minúsculas,
como usar iniciais maiúsculas e minúsculas nesses
nomes e, no verbete destaques,
normas sobre o emprego dos nomes de obras artísticas
em geral.
Nomes de ruas e locais estrangeiros. Os nomes de ruas,
praças, parques e outros do exterior deverão ser
escritos na forma original, mantendo-se, quando for essa a prática
corrente, o nome e o local que ele indica: Wall Street, Central
Park, Times Square, Long Island, Hyde Park, Fleet Street, Downing
Street, Invalides, Bois de Boulogne, Champs Elysées, Calle
Florida. Em alguns casos, pode-se adaptar o nome ao português:
Praça de Maio (Buenos Aires), 5.ª Avenida,
Praça Vermelha, etc. Faça prevalecer o bom senso,
no caso.
Nomes espanhóis. Ver espanhol.
Nomes geográficos. Não há normas definidas
para a grafia dos nomes geográficos. Muitos já estão
adaptados ao português (Filadélfia, Londres, Moscou,
Bruxelas) e outros deverão ser escritos na grafia original
(El Paso, San José, Sydney, New Hampshire). O capítulo
Escreva Certo relaciona os
principais deles.
Nomes japoneses. 1 - Os nomes comuns em geral são
aportuguesados: saquê, camicase, iene, gueixa, quimono,
nô, etc. Exceções: sashimi,
karaokê, sukyaki, sushi, tempura, batayaki, ikebana, nikkei.
2 - Os nomes de pessoas seguem a transcrição
ocidental, fornecida em geral pelas agências de notícias:
Akihito, Sosuke Uno, Noboru Takeshita, Yasuhiro Nakasone, Kakuei
Tanaka. 3 - Nos nomes geográficos, o único
aportuguesamento que o Estado faz é o de
Tóquio.
Nos demais casos, use sempre a transcrição oficial:
Osaka, Yokohama, Fukuoka, Iwo Jima, Nagoya, Hiroshima, Nagasaki,
etc. 4 - A relação do capítulo Escreva
Certo contém as palavras já
aportuguesadas,
as que devem ser usadas no original e os nomes geográficos.
Nomes
próprios.
Nomes russos. Na grafia dos nomes russos, o Estado
segue a notação inglesa, com algumas adaptações
para o português:
1 - Use i e não y no final dos nomes
russos:
Trotski, Tchaikovski, Dostoievski, Stravinski, Tolstoi, Maiakovski,
Malinovski, Nevski, Kerenski, etc.
2 - Mantenha o h depois do k em nomes como
Chekhov,
Sakharov, Zukhov, etc.
3 - O grupo zh da transcrição inglesa deve
ser substituído por j em português:
Soljenitsyn,
Brejnev, Jivago (e não Solzhenitsyn, Brezhnev, Zhivago),
etc.
4 - O Estado adota o grupo ch e não
tch.
Assim: Gorbachev (e não Gorbatchev), Kruchev,
Chekhov, Chernenko, etc. Exceção:
Tchaikovski.
5 - Os nomes russos devem terminar em v e não
f: Romanov e não Romanoff;
Prokofiev
e não Prokofieff; Azov (mar) e não
Azof, etc. Exceção, já
consagrada:
Rachmaninoff.
6 - Use ev e não ov, no final de nomes
como
Kruchev, Gorbachev, etc.
7 - Não acentue os nomes. Assim: Stalin (e
não Stálin); Lenin (e não Lênin);
Boris Yeltsin (e não Bóris); Tolstoi e
não
Tolstói.
"Nominado". Use indicado (para um prêmio,
por exemplo).
Normalizar-se. Alguma coisa se normaliza e não
normaliza, apenas: A distribuição de
água
já se normalizou. / A entrega de cartas normalizou-se ontem.
Normando... Exige hífen na formação
de adjetivos pátrios: normando-árabe, normando-celta,
normando-teutônico.
Norte... Liga-se com hífen ao elemento seguinte
na formação de adjetivos pátrios: norte-americano,
norte-vietnamita.
Nós. Nas entrevistas, evite o uso exagerado de
nós
por parte de quem está falando (e lembre-se de que
é da índole da língua portuguesa a omissão
do pronome pessoal). Repare, por exemplo, que o nós
é perfeitamente dispensável nesta frase: "Sempre
que (nós) pudemos, (nós)
procuramos nos adaptar às situações que (nós)
julgávamos mais convenientes para a empresa."
"No sentido de". Quando o significado for o de
para, use a preposição, mais simples.
Nosso. 1 - Como no noticiário deve ser impessoal, deixe
a palavra apenas para editoriais, comentários,
crônicas e artigos. Não use, por isso, as formas
nosso país, nosso governo, nosso Estado, nossa cidade,
nossos dias, nossa seleção, nosso presidente, etc. 2 -
Quanto ao emprego
de nosso e suas flexões, ver pronome possessivo (uso).
Nota da Redação. 1 - A Nota da Redação,
usada principalmente em resposta a cartas de leitores ou de autoridades,
vai em itálico, tem o título abreviado (N. da
R.) e inicia parágrafo:
N. da R. - A carta do presidente da associação
não esclarece o aspecto principal da denúncia...
2 - Se a resposta for de repórter, colunista, cronista
ou articulista, só irá em itálico a
indicação:
O repórter João dos Santos responde: A carta
do presidente da associação não esclarece
o aspecto principal da denúncia...
Notícia
antecipada.
Notícias em
seqüência.
Nova-iorquino. Desta forma.
Nova, New. 1 - A palavra Nova aparece nos seguintes
nomes geográficos: Nova Amsterdã, Nova Bretanha
(ilha), Nova Caledônia, Nova Délhi, Nova Escócia,
Nova Guiné, Novas Hébridas e Nova Zelândia.
2 - Com relação aos Estados Unidos, use Nova
apenas nas formas Nova Inglaterra e Nova York. Nos demais casos,
mantenha o New do nome original: New Hampshire, New Haven,
New Jersey e New Orleans.
Novela das 6, das 7, das 8. Use sempre algarismos.
Noves. No plural em prova dos noves e
noves fora.
Novi... Liga-se sem hífen ao termo seguinte:
novilúnio, novilíngua.
Novorizontino. É o nome do time. O natural da cidade
chama-se novo-horizontino.
Nucléico. E não
"nucleico" (êi).
Numerais. Concordância. Os numerais variam
normalmente: Havai ali trezentas crianças. / O
dicionário tem oitocentas e vinte páginas. / Caminhou mil
e seiscentas jardas.
Número (abreviatura). Só abrevie a palavra
número quando ela indicar seriação:
Avenida Faria Lima, nº 1.325. / Lápis nº 2. / Casa
nº 3. Nos demais casos: Cresce o número (e nunca
"nº ") de acidentes. / Eram números primos (e
nunca "nºs primos").
Números.
Números (por
extenso).
Números fracionários. A concordância
se faz com o valor que o número expressa: Um quarto
dos presentes vaiou o orador. / Dois quintos da terra nos pertenciam.
/ Na época dos biônicos, um terço dos senadores
era nomeado e dois terços eram eleitos pelo povo.
Números
ordinais.
Números
romanos.
Nunca com pronome. O nunca atrai o pronome situado
na mesma oração: Nunca lhes disseram a verdade. / Nunca
os adversários se retrataram.
Nunca jamais. Redundância de uso literário
e só nesse sentido deve ser admitida: "... cuja
chave ninguém nunca jamais soube onde ficava."
(Machado de Assis).
Núpcias. Sempre no plural: felizes núpcias,
núpcias concorridas.
NY. Aceitável em títulos apenas, para substituir Nova
York.
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