Ó, oh! Ó é a forma do vocativo: Veja, ó
incrédulo. / Ó jovem, comporte-se. Oh! é
interjeição
de espanto ou admiração: Oh! Não o encontrei mais ali.
Obedecer. 1 – Exige sempre a preposição
a:
Obedeceu aos
superiores. / Obedecia às ordens. / Obedecia-lhe sem hesitar. 2 – Embora
indireto, admite a voz passiva: Suas determinações foram obedecidas pelos
subordinados. 3 – Pode também dispensar complemento: Manda quem pode,
obedece quem tem juízo. / Sabe mandar e sabe obedecer. 4 – As mesmas normas
aplicam-se a desobedecer.
Objetivando. Ver visando.
Objeto direto com preposição. Há casos em que o objeto
direto pode, por eufonia, clareza ou realce da frase, ser precedido de
preposição, em geral a. Eis os principais:
1 – Nomes próprios ou comuns e verbos que exprimem sentimentos: Amar
a Deus sobre todas as coisas. / Judas traiu a Cristo. / Consolou aos amigos.
2 – Com o pronome relativo quem: Tinha um irmão a quem
idolatrava. / Não sei a quem escolher.
3 – Antes de pronome tônico (mim, ti, si, ele, ela, nós,
vós, eles e elas): "Nem ele entende a nós, nem nós a
ele." / Escolheu a vós. / Convidou a mim. / Amava-a tanto como a si
próprio. / A mulher tinha apenas a ele, seu filho, no mundo.
4 – Quando há expressão de reciprocidade: Um só
tinha ao outro. / As feras atacam-se umas às outras.
5 – Quando se antecipa o objeto para lhe dar realce: A você
é que não quero aqui. / A ele todos aguardavam com impaciência.
6 – Com pronomes indefinidos, especialmente relativos a pessoas:
Não amava a ninguém. / Conhecia a todos. / Por que amas a uns e odeias a
outros? / A quantos a vida engana.
7 – Com ambos: "O aguaceiro caiu, molhou a
ambos." / Desconhecia a ambos.
8 – Para dar clareza à frase, evitando que o objeto direto se
confunda com o sujeito, especialmente nas frases construídas na ordem inversa: A
Abel matou Caim. / Matou o leão ao caçador. / "Encontrou-a e ao
marido na Fazenda das Lajes." / "E olhava o amigo como a um filho
mais veIho." Jornalisticamente, prefira sempre a ordem direta, que evita algumas
dessas construções lingüisticamente sinuosas.
9 – Com alguns verbos transitivos diretos quando precedem infinitivo, como
começar, principiar, aprender, ensinar, forçar, obrigar, convidar, acabar,
cessar, puxar, etc.: Começou a fazer. / Principiou a ler. / Ensinou a viver. /
Forçou a renunciar. / Obrigou a dizer. / Convidou a sair. / Acabou de chegar. /
Cessou de falar. / Cansou de dizer.
10 – Em algumas expressões idiomáticas: Sacou do
revólver, mas não ousou puxar da faca. / Arrancou da espada. / Pegou da
agulha. / Cumpriu com a palavra. / Atirou com os livros sobre a mesa.
11 – Quando o objeto direto é um pronome oblíquo e vem
seguido de aposto, este é preposicionado: Aconselhei-os (os = obj.
dir.) a todos (aposto). / Ressaltou a afinidade que as (obj. dir.) ligava
a ambas (aposto).
Objeto pleonástico, direto ou indireto.
1 – Por ênfase ou realce, pode-se repetir o objeto direto, em
construções que têm maior curso literário que
jornalístico: O dinheiro, ninguém o viu. / As flores, a mulher as colheu
no jardim.
2 – O objeto direto pode ser constituído de um pronome átono
(me, te, se, o, etc.) e de outro, tônico, ou de um substantivo, em ambos os casos
precedidos de preposição: A ele, ninguém o engana. / A mim me
parece tudo certo. / Aos amigos, não os encontrei na cidade.
3 – É comum, modernamente, a omissão do pronome
oblíquo no objeto direto pleonástico: Os amigos a gente (os)
conhece na hora do aperto./ Esse segredo eu (o) guardaria só para mim.
4 – Pelas mesmas razões de ênfase ou realce, pode-se repetir
o objeto indireto: A mim ensinou-me tudo. / Às minhas palavras, ninguém
lhes deu crédito. Atenção. Todas essas formas
são literárias e deverão ser evitadas no noticiário.
Obra-prima. Pense bem: quantas obras merecem essa
classificação?
Obrigado. 1 – Como fórmula de cortesia, concorda em gênero
e
número com quem faz o agradecimento (homem ou mulher, homens ou mulheres):
obrigado pelo favor, obrigada pela atenção, obrigados pela resposta,
obrigadas pela gentileza. Igualmente: muito obrigado, muito obrigada, muito
obrigados, muito obrigadas. 2 – Como forma coloquial,
obrigadão, portanto,
só pode ser dito por homem, e não por mulheres. 3 – Caso o adjetivo seja
substantivado, fica apenas no masculino e no singular: o meu obrigado, o nosso obrigado,
o meu muito obrigado, o nosso muito obrigado (homem ou mulher, homens ou mulheres).
Obrigar. Antes de infinitivo, exige a: O frio obriga a ficar em casa.
Observação, observância. Prefira
observação para reparo,
advertência, censura, ato de perceber pelos sentidos, e
observância para
execução fiel, cumprimento, prática.
Obstruir. Segue a norma dos verbos regulares terminados em uir: Obstruo,
obstruis, obstrui, obstruímos, obstruís, obstruem (e não
obstrói ou obstroem). Ver: Verbo (3ª conjugação –
uir).
Obter. O verbo tem sentido positivo (significa alcançar, conseguir,
ganhar). Por isso, não pode figurar em frases como: A feira
"obteve" público muito inferior ao esperado. / A empresa
"obteve" prejuízo no exercícios. Uma alternativa
é usar ter, simplesmente.
Oceano. Inicial maiúscula: Oceano Atlântico.
Ocorrência. Jargão policial. Use fato ou descreva a
"ocorrência".
Octa, octo... É octo o prefixo que entra na formação de
palavras como octogenário, octocampeão, octogésimo, octogonal e
octossílabo. Com octa, os termos mais comuns são
octaedro, octana, octanagem e octangular. Ordinal de 800:
octingentésimo.
Óculos. Use a palavra no plural, da mesma forma que o artigo ou
pronome:
Meus óculos (e nunca "meu" óculos). /
Comprou uns óculos novos (e nunca "um"
óculos). / Os óculos (e não "o"
óculos).
Odiar. Conjugação. Pres. ind.: Odeio,
odeias, odeia, odiamos,
odiais, odeiam. Pres. subj.: Odeie, odeies, odeie, odiemos, odieis, odeiem.
Imper. afirm.:
Odeia, odeie, odiemos, odiai, odeiem. Imper. neg.: Não odeies,
não odeie,
não odiemos, não odieis, não odeiem. Os demais tempos são
regulares: odiava, odiavam; odiei, odiaram; odiará, odiarão; odiaria,
odiariam; odiasse, odiassem. Seguem este modelo: ansiar, incendiar, intermediar, mediar e
remediar.
"O Estado de S. Paulo". 1 – O nome do jornal e suas
variantes vão em negrito, se o texto estiver no corpo normal ou em negrito
itálico, e em negrito itálico, se o texto estiver em
itálico ou negrito. Assim: O jornal, conforme o caso, pode ser chamado de
O
Estado de S. Paulo, Estado
e Estadão. / O jornal, conforme o caso, pode ser chamado de O
Estado
de S. Paulo, Estado e Estadão. / O jornal, conforme o caso,
pode ser
chamado
de O Estado de S. Paulo, Estado e Estadão. / O jornal, conforme o caso, pode
ser
chamado de O Estado de S. Paulo, Estado e Estadão.
2 – Use o nome por extenso apenas nas notícias formais
(especialmente naquelas em que o jornal seja tratado como empresa) ou nas
transcrições: O Estado de S. Paulo ganhou ontem seu processo
contra a União. / "O governo reconhece que O Estado de S.
Paulo agiu estritamente dentro da lei", declarou o porta-voz da Presidência.
3 – Para menções normais nos textos, considere a palavra
Estado como núcleo do nome do jornal: Em entrevista concedida ao
Estado... / O deputado declarou ontem ao Estado.../ As
informações divulgadas pelo
Estado...
/ O diretor do Estado... / Serviço especial para o
Estado...
/ Saiu
ontem no Estado...
4 – As formas "o jornal O Estado de S. Paulo", "o jornal
Estado" ou "o jornal O Estado" só devem ser usadas
entre aspas e em
transcrições. O leitor sabe que O Estado de S. Paulo ou o
Estado é um jornal.
5 – O nome Estadão está reservado apenas às
peças
publicitárias da empresa, ao Estadinho e às declarações
textuais. Não poderá, por isso, figurar no noticiário,
comentários, artigos e textos de colaboradores, regulares ou não.
6 – Repare que o S. do nome do jornal é sempre abreviado e
seguido de espaço: O Estado de S. Paulo.
7 – O nome dos cadernos e suplementos do jornal vai em itálico:
Suplemento Agrícola, caderno Economia Negócios,
SeuBairro.
8 – Escreva em itálico o nome dos demais órgãos
jornalísticos da empresa: Jornal da Tarde, Agência Estado e
Rádio Eldorado.
9 – O nome do grupo e das suas empresas não noticiosas vai em corpo
normal: S.A. O Estado de S. Paulo, Grupo Estado, OESP Gráfica, etc.
Ofender o. E não "ofender ao": Ofendeu o amigo, ofendeu
o pai, ofendeu a Nação, ofendeu a moral.
Oh. Ver ó, oh.
Olhar, ver. Prefira olhar como dirigir a vista para, dar
atenção, e
ver como ter a percepção de: Olhou atentamente o desenho. /
Olhou para
cima. / Viu o avião passando. / Viu o livro caído no chão.
Olimpíada. 1 – Use Olimpíada, no singular, ou Jogos
Olímpicos. 2 – Existe plural quando se fala em duas ou mais
competições: As Olimpíadas de 1992 e 1996.
OLP. Use a forma Organização de (e não
"para a") Libertação da Palestina.
Ombrear. O verbo não é pronominal e pede a
preposição com: O escritor ombreia com (e não
ombreia-se a) os mestres do
romance. / Sua velocidade não ombreia com a dos adversários.
Ombudsman. Flexões: ombudsmen, ombudswoman e
ombudswomen.
Omoplata. Palavra feminina: a omoplata.
Onde com pronome. O onde atrai o pronome situado na mesma
oração:
Não sei onde as pessoas se esconderam. / É esta a casa onde lhe deram
abrigo.
Onde = em que. 1 – Onde equivale a em
que apenas quando a referência
é a lugar físico: A casa onde (em que) nasceu. / A estrada onde
(em que) ocorreu o acidente. / A lanterna onde a mosca pousou. / O parque onde as
crianças brincavam. / O prédio onde (em que) trabalha.
2 – Em exemplos como os que se seguem, use sempre em que,
na qual ou no qual e
não onde: O conjunto definiu uma formação em que
(e não onde) todos cantavam. / Na oração em que (em vez
de onde)... / O release em que... / Eram dois discos radicais em que a
fluência melódica... / É a única faixa em que Hermeto toca.../
Distribuiu memorando em que... / Uma carta em que... / Declaração em que... /
A idéia em que... / A tese em que... / Piadas em que... / Uma comédia em
que... / O pensamento em que... / O século em que... / O ano em que... / Neste dia
ensolarado em que... / Nesta época em que... / O partido em que ocorreu a
irregularidade... / Na entrevista em que... / Na partida em que... / Arranjou um emprego em
que colava selos nos envelopes... / Uma guerra em que...
ONG. Na explicação da sigla, as iniciais são
minúsculas: Uma organização não-governamental.
Operação. Liga-se sem hífen a outro substantivo:
operação tartaruga, Operação Descida. Única
exceção: operação-padrão,
operações-padrão.
Operar. Quem opera é o cirurgião, e nunca o paciente.
Assim: Jogador viaja amanhã para ser operado na terça (e não:
Jogador viaja amanhã e "opera" na
terça). Igualmente: General foi operado do coração em
Cleveland (e não: General "operou" o
coração em Cleveland).
Opiniões. 1 – O jornal, como um todo, tem opiniões sobre
os assuntos que publica e as expressa em editoriais. O noticiário, por isso, deve
ser essencialmente informativo, evitando o repórter ou redator interpretar os fatos
segundo sua ótica pessoal. Por interpretar os fatos entenda-se também a dis-
torção ou condução do noticiário. Exemplos: ao
tratar dos trabalhos de remoção de favelados de um local, o repórter
entra em considerações sobre as injustiças sociais e os desfavorecidos
da sorte ou, ao tratar de um assalto, coloca a miséria como fator determinante da
formação do criminoso. Deixe esse gênero de ilação a
cargo dos especialistas ou editorialistas e apenas descreva os acontecimentos.
2 – Para oferecer ao leitor maior diversidade de pontos de vista, o jornal tem
críticos, comentaristas, analistas, articulistas, correspondentes e outros que, em
textos assinados, poderão expor suas opiniões, nem sempre coincidentes com as
do Estado. Em casos excepcionais, a reportagens mais amplas ou delicadas se
permitirá algum tipo de interpretação. É obrigatório,
porém, que sejam submetidas à Direção da Redação.
Opor veto. É a melhor forma (e não apor). Prefira, no entanto,
vetar, mais direto.
O primeiro ... que. Ver primeiro, página 236.
Óptico, ótica. 1 – Qualifique de óptico o que for
relativo à visão: músculo óptico (para evitar
confusão com ótico, relativo ao ouvido). 2 – Prefira, porém, a
forma ótica tanto para o estudo da luz quanto para definir ponto de vista: A
Ótica é uma parte da Física. / Na minha ótica, o fato ocorreu
assim. / A miragem é uma ilusão de ótica.
Opus Dei. Masculino: o Opus Dei.
O qual. 1 – Use o qual (e suas flexões a qual, os quais e as
quais) quando o relativo estiver afastado do antecedente ou puder permitir mais de uma
interpretação: O presidente da delegação, o qual compareceu
à sessão inaugural do congresso, garantiu... No caso, o pronome que diria
respeito tanto ao presidente como à delegação. Outros exemplos: Uma
amiga dos candidatos, a qual era preciso trazer para cá... / Uma sucessão de
canaviais, os quais balançavam com o vento... / Avistei o pobre retirante, afligido
pela seca, o qual já não tinha o que comer.
2 – O qual também é a forma empregada no lugar de
que e quem
depois das preposições sem e sob e de todas as
que tenham duas ou mais sílabas (além das locuções
prepositivas): O remédio
sem o qual não podia viver. / Os patrões para os quais trabalhava. / As
declarações segundo as quais o deputado mudaria de partido. / Os amigos
perante os quais se desculpou. / Os problemas ante os quais não recuou. / As
dificuldades diante das quais desanimou. / Os entraves apesar dos quais levou avante a
iniciativa. / Os temas sobre os quais evitava falar. / As palestras após as quais se
retirou. / O limite até o qual chegou. / Os torcedores entre os quais se
incluía. / O discurso durante o qual fez vários apartes. / Os acordos
mediante os quais o governo tentou regular a questão. / Os adversários contra
os quais se bateu.
3 – Com as preposições a, com,
de, em e por emprega-se, de
preferência, que: A cidade a que chegou. / A roupa com que viajou. / O assunto de
que tratou. / As casas em que morou./ Os princípios por que se bateu.
4 – O qual é também a forma usada depois de
certos indefinidos, numerais e superlativos: Mesmo assim comprou os livros, alguns dos
quais sabia que nunca iria ler. / A comitiva, parte da qual se dispersou, não
conseguiu concluir a viagem. / Reuniu-se com os ministros, dois dos quais iriam
representá-lo na solenidade. / Tinha dois irmãos, o mais novo dos quais era o
seu preferido.
Ora..., ora... Sem e intermediário: Falava ora
alto, ora baixo (e não: Falava ora alto e ora baixo).
Órfão. Flexões: órfã,
órfãos e órfãs.
Órgão. Plural: órgãos.
Ortografia. a) Se tiver qualquer dúvida sobre a forma de escrever uma
palavra, nunca deixe de consultar o capítulo Escreva Certo deste manual, que inclui milhares de nomes comuns ou geográficos cuja grafia
pode oferecer dificuldades. Se a palavra não fizer parte da relação,
recorra ao dicionário. Lembre-se: erros ortográficos podem e devem ser sempre
evitados, a todo custo.
b) Veja alguns erros graves de grafia, para evitá-los mais facilmente (entre
parênteses está a forma correta): ele "houve"
(ouve) mal, "advinhar" (adivinhar),
"hornar" (ornar), "suspenção"
(suspensão), "exiga" (exija),
"élice" (hélice), "angar"
(hangar), "excessão" (exceção),
"sansão" (sanção), "richa"
(rixa), "exitar" (hesitar), "paralizar"
(paralisar), "xuxu" (chuchu), "vultuoso"
(vultoso), "beneficiente" (beneficente),
"pixar" (pichar), "pixação"
(pichação), "rochas" ou
"rouxas" (roxas), "previlégio"
(privilégio), "previnir" (prevenir),
"frustado" (frustrado),
"frustação" (frustração),
"prostrar" (prostrado),
"prostação" (prostração),
"chícara" (xícara), "chale"
(xale), "cincoenta" (cinqüenta),
"zuar" (zoar), "ascenção"
(ascensão), "benvindo" (bem-vindo),
"míssel" (míssil), "incrustrado"
(incrustado), "conecção" (conexão), etc.
Oscar. Acrescente apenas um s no plural: um Oscar, seis
Oscars.
Os ... os mais ... Não repita o artigo em frases como:
Contratei os jornalistas os mais talentosos. Use uma destas três formas:
Contratei os
jornalistas mais talentosos. / Contratei os mais talentosos jornalistas. / Contratei
jornalistas os mais talentosos (as duas primeiras são preferíveis).
Ótica. Ver óptico, ótica.
"Otimização",
"otimizar". Substitua essas palavras por expressões como
desempenho ótimo, tornar ótimo, tornar o melhor possível, etc.
Ou, ou ... ou. 1 – O normal, jornalisticamente, é que o
ou indique
exclusão, alternância ou sinonímia, e nestes casos o verbo fica no
singular: Ele se casará com Joana ou com Maria. / Ele se casará ou com
Joana ou com Maria. / Ou um general ou um almirante presidirá o EMFA este ano. / O
senador ou o deputado será eleito presidente. / A cefaléia, ou dor de
cabeça, ataca muitas pessoas.
2 – Se o ou tem caráter de correção, o
verbo concorda
com o último sujeito: O ladrão ou ladrões foram hábeis. / O
herdeiro ou herdeiros receberão uma fortuna.
3 – Quando a ação cabe a todos os sujeitos ou indica
oposição, o verbo vai para o plural: O calor ou o frio excessivo
prejudicam certas plantas. / O contador ou o economista podem assinar legalmente esse
documento. Sempre que possível, no entanto, use e e não
ou, nesses casos: o texto ganha em clareza.
4 – Se o sujeito for constituído de pessoas gramaticais diferentes, o
verbo vai para o plural da que tem precedência sobre as demais: O diagramador ou
eu podemos desenhar a página. / Ou ela ou tu haveis de sair.
5 – Verbo anteposto concorda com o primeiro sujeito: Ou fazemos
nós o trabalho ou eles. / Ou fazem eles o trabalho ou nós.
Ouça-o cantar. E nunca "ouça ele cantar",
"ouça ele dizer", etc.
O último ... que. Concordância. Ver
primeiro.
Ou seja. Fica invariável: O governo recorreu à sua fonte de
renda habitual, ou seja, os impostos. / Duas dúzias e meia, ou seja, 30 ovos. (E
nunca: ou sejam.)
"Outra alternativa". Redundância. Toda alternativa
é outra. Escreva apenas que alguém não tem alternativa.
Ouvir. 1 – Conjugação. Pres.
ind.: Ouço, ouves, ouve, ouvimos, ouvis, ouvem. Pres. subj.:
Ouça,
ouças, etc. Imper. afirm.: Ouve, ouça, ouçamos, ouvi,
ouçam. Part.: Ouvido. Os demais tempos são regulares. 2 –
Ver escutar, ouvir.
Ouvir os dois lados. 1 – Os dois ou mais lados envolvidos numa
notícia
deverão ser sempre ouvidos, se possível antes da publicação das
informações ou declarações. Só quando alguma pessoa
não puder ser encontrada é que se deve deixar sua palavra para o dia
seguinte. A observação vale especialmente para os casos em que haja
acusações a alguém. Lembre-se: o direito de resposta é sagrado.
2 – Em casos excepcionais, o jornal poderá deixar para
ouvir a parte acusada apenas no dia seguinte. Por exemplo, quando não quiser que uma
notícia exclusiva chegue ao conhecimento dos concorrentes antes da sua
publicação ou quando alguma outra razão superior o determinar.
Ouvir mais infinitivo. 1 – Não flexione o infinitivo: Ouvi-os
cantar. / Ouviu os seguranças dar ordens. 2 – Ver infinitivo.
Oxidar-se. Alguma coisa se oxida e não
oxida, apenas: Os carros
nacionais oxidam-se facilmente. / A peça oxidou-se.
|
|