Padrão. Liga-se com hífen a outro substantivo:
desconto-padrão, desvios-padrão.
Pagão. Flexões: pagã e pagãos.
Pagar. Regência. 1 (tr. dir.) - Pagar alguma
coisa: Pagou a consulta. / Pagou as compras. / Pagou o jantar.
/ Pagou a camisa barato. / Pagou os pecados. / Pagou o que devia.
2 (tr. ind.) - Pagar a alguém ou a uma entidade: Deputado
não
paga a assessor. / Fraudadores devem pagar aos lesados. /
Ministérios
não pagam à Petrobrás. / O governo paga aos
empreiteiros.
/ Devia pagar-lhe religiosamente. 3 (tr. dir. e ind.) - Pagar
alguma coisa a alguém: A empresa pagou o salário
aos funcionários. / Pagou-lhe o que prometera. 4 (intr.)
- Sem complemento: Cometeu o crime, e pagou. / Entrou sem pagar.
Página. Use na página 17, e não
"à página 17".
Pago. Use pago tanto com ser e estar
como com ter e haver: Foi ou estava pago, tinha
ou havia pago. Tinha pagado, embora correto, está
caindo em desuso.
Paiçandu. Com ç.
País. Inicial maiúscula quando designar
o Brasil e não houver determinativo: O País manda
tropas para a África. Em minúsculas:
nosso país, este país ou neste país
(mesmo que se refira ao Brasil), o país (qualquer
outro que não o Brasil), os países do Prata,
etc.
Palácio. Use em palácio para indicar
que a pessoa teve uma audiência no palácio e não
somente o visitou. Igualmente: Irá a palácio
amanhã.
Palavras dispensáveis. O texto deve evitar palavras
supérfluas ou dispensáveis. Use, por exemplo: em
fevereiro (em vez de no mês de fevereiro), em 1990 (em
vez de no ano de 1990), no Paraná (em vez de no Estado
do Paraná), em Campinas (em vez de na cidade de Campinas),
a prefeitura (em vez de a prefeitura municipal), o Senado (em
vez de o Senado Federal), o Congresso (em vez de o Congresso
Nacional), a Câmara de São Paulo (em vez de a
Câmara Municipal de São Paulo), o Nordeste (em vez de a
Região Nordeste), o Sudeste (em vez de a Região
Sudeste). Em alguns casos, a expressão entre parênteses
pode até ser necessária. Na maior parte das vezes,
porém, prefira a forma simplificada.
Palavras e
locuções vetadas.
Palavras estrangeiras.
Palavras inexistentes. Certifique-se sempre de que a palavra que
você quer usar existe no idioma. Assim, por exemplo, os
dicionários não registram gemeção, mas
gemedeira, nem reconciliamento, mas
reconciliação e outras como essas. Além
disso, evite antecipar-se ao dicionário e partir para a
criação indiscriminada de vocábulos, o que resulta
em formas como adesivação, cartelização,
agudizar, desfavelização, culpabilizar, fisicultor,
literatizante, descupinização, urgencializar,
contraculturalismo, pretensiosidade, elencado e dezenas de formas
semelhantes.
Palestra. Alguém faz, pronuncia ou profere, mas não
"dá" uma palestra, que é jargão
acadêmico.
Pan... Hífen quando o outro termo começa com
vogal, h, b, p, m ou
n: pan-americano, pan-eslavismo,
pan-islâmico, pan-helênico,
pan-mágico, pan-negritude, pan-brasileiro,
pan-psiquismo. Nos demais casos:
pancontinental, pandinamismo, pangermanismo, pansexualista.
Pan-americano. Com hífen.
"Pano de fundo". Lugar-comum. Não use.
Pantanal. Desta forma: Pantanal Mato-Grossense.
Panturrilha. Prefira barriga da perna.
Pão-duro. Plural: pães-duros. O feminino tem a mesma
forma: mulher pão-duro, mulheres pães-duros.
Papa. 1 - Inicial minúscula: o papa, o papa João
Paulo II. 2 - Feminino: papisa (prefira) e papesa.
Pão. Plural: pães.
Papai Noel. Tem plural: Havia dois Papais Noéis
na loja.
Paparazzi. É a forma do plural: Os paparazzi não
davam folga à princesa. O singular é
paparazzo: Era um paparazzo muito ousado.
Par. Veja a diferença entre as expressões: A
par de equivale a ciente de e em geral se usa com o verbo estar:
Estava a par do fato (e nunca ao par do fato). Ao
par indica título ou moeda de valor idêntico:
título ao par, câmbio ao par.
Para. Ver a
(para).
Pára. Pára, do verbo parar, tem acento:
Ele
pára sempre no sinal vermelho. O acento mantém-se nas
palavras compostas, pára-choques, pára-lama, etc.,
mas não existe em paras e param.
Para... Prefixo (significa semelhante, proximidade,
elemento acessório) que se liga sem hífen ao
elemento seguinte. O h cai e duplicam-se o r e
o s: paracentral, paraestatal, paramilitar,
parapsicologia,
paraidrogênio, pararreumático, parassimpático.
Não o confunda com pára... (ver
abaixo).
Pára... Elemento de
composição com
o sentido de que protege contra, que apara. Exige hífen:
pára-brisa, pára-choque, pára-lama, pára-quedas,
pára-quedista, pára-raios, pára-sol.
Para a frente. E não "para frente".
Para as. Sem crase: Para as 17 horas.
"Parabenizar". Não use. Substitua o verbo por dar
parabéns a, cumprimentar, felicitar
ou aplaudir.
Parabéns. Como é plural, não existem as
formas "um" parabéns ou "o" parabéns,
etc., mas apenas os parabéns, muitos
parabéns, seus parabéns, etc.
Para cá, para lá. Depois de para,
devem-se usar as formas cá e lá,
e não aqui e ali: Veio para cá.
/ Levou-o de volta para lá.
Para eu fazer. 1 - É a forma correta,
pois o eu, em frases desse tipo, exerce a
função de
sujeito: Trouxe o livro para eu ler. / Esse trabalho é
para eu fazer. / A matéria está aqui para eu rever
(e nunca para "mim" ler, para "mim"
fazer, para "mim"
rever). 2 - Se o eu não for sujeito, então
se usa para mim: Trouxe o livro para mim. / Não
é conveniente para mim sair agora (para mim
é complemento de conveniente).
Parágrafos. Até 10, em ordinais; de 11 em
diante, use cardinais: parágrafo 1.º, parágrafo
10.º, parágrafo 18, parágrafo 21.
Só em casos excepcionais ou em transcrições
recorra ao sinal §.
Parágrafos (uso). Para que a leitura do jornal se torne
mais agradável, procure quebrar o texto regularmente, de acordo
com estas instruções: 1 - Abra parágrafo a cada 10
ou 12 linhas de coluna impressa (quatro a cinco linhas cheias da tela do
micro ou do terminal). 2 - A determinação vale
também para as linhas mais estreitas do texto (ao lado de fotos,
em medida falsa, ou de janelas). 3 - Organize o texto para que essa
mudança de parágrafo não se torne absolutamente
aleatória. Por isso, evite fragmentar uma informação
no meio, mas a desdobre de maneira que o parágrafo seguinte
represente a sua continuidade. 4 - Sempre que possível, procure
apresentar uma ou no máximo duas informações por
parágrafo.
Paralisação. Com s, assim como
paralisar e paralisia.
Paralisar. Exige complemento: Os empregados paralisaram
o trabalho. Por isso, nunca escreva: Padeiros decidem "paralisar"
(O certo: parar) se não houver aumento. / O metrô
"paralisou" ontem.
Param. Sem acento.
Para mim. 1- Em casos como os que se seguem, o certo é
para mim: Foi difícil para mim entender o texto.
/ É impossível para mim sair cedo hoje.
Mim,
no caso, completa o sentido de difícil e impossível,
não sendo, portanto, sujeito do infinitivo, como ocorre,
por exemplo, em: O livro é para eu ler. 2 - Ver
para eu fazer.
Pára-quedas. A mesma forma no singular e plural,
com acento e hífen.
Para trás. E não para atrás.
Pardal. Feminino: pardoca (prefira), pardaloca e pardaleja.
Par de... O outro elemento vai para o plural: par de sapatos,
par de dançarinos, etc.
Parecer mais infinitivo. Pode-se flexionar o verbo
parecer
ou o infinitivo: Os homens pareciam sorrir (use esta
forma) ou Os homens parecia sorrirem.
Parente. Feminino: parenta (prefira) e parente.
Parêntese(s). Use parêntese para o
singular
e parênteses para o plural: abrir parêntese,
fechar parêntese, entre parênteses. O conjunto,
mesmo no sentido figurado, fica no singular: Faça um
parêntese. / O parêntese estava no fim da página.
Parênteses
(uso).
Parque. Inicial maiúscula: Parque do Ibirapuera (e
nunca "Parque Ibirapuera").
"Parqueamento", "parquear". Anglicismos
desnecessários. Use estacionamento e estacionar.
Parquímetro. Aceitável, para designar o aparelho.
Parte de. Concordância. Ver maioria.
Partes do corpo. 1 - Partes do corpo e atributos da pessoa
rejeitam o possessivo: Machucou o braço (e não
o seu braço). / Feriu as mãos. / Arranhou
a cabeça. / Bati o joelho na mesa. / Perderam a consciência.
/ Recuperei os sentidos. 2 - Uso do singular ou plural: ver
plural indevido, item 3.
Participação. No singular em frases como:
A festa contou com a participação do presidente,
do governador e do prefeito. / A participação de
Giovanni e Rivaldo na seleção brasileira (e
nunca "as participações")...
Participar. 1 - Participa-se alguma coisa,
ou alguma coisa a alguém: Ele
participou o seu casamento. / A empresa
participou a decisão aos
funcionários.
2 - Não se participa alguém de
alguma coisa, porém, nem ninguém
é participado de algo, em casos
(errados) como: A empresa "participou
os funcionários" da decisão.
/ Os funcionários "foram
participados" (o certo: avisados,
cientificados, informados) da
decisão.
3 - No sentido de tomar parte, use a
preposição de e não em:
Participou
dos (e não nos) debates, participou das sessões,
participou do filme. 2 - Exige sempre complemento. Por isso,
nunca escreva: Participaram também fulano e beltrano
(participaram de quê?).
Particípio mais pronome. Em nenhuma
hipótese o pronome oblíquo pode aparecer depois
do particípio, em frases como: Tinha "feito-lhe",
havia
"partido-se", tinha "formado-se", haviam
"comido-o". O certo é:
Tinha-lhe feito, havia-se partido, tinha-se formado, haviam-no
comido.
Particípios duplos. 1 - Use ter e
haver
com os particípios regulares e ser e
estar,
com os irregulares: O presidente havia
(tinha)
suspendido as negociações. / O acordo foi (estava)
suspenso. / Tinha (havia) elegido, foi (estava)
eleito. 2 - Nos títulos, empregue habitualmente o particípio
irregular: Suspensas as aulas. / Aceitas as condições
dos metalúrgicos. / Mortos os assaltantes. 3 - É
essa também a forma correta em expressões como:
Aceitas as condições, iniciaram-se as negociações.
/ Impresso o livro, a edição esgotou-se rapidamente.
/ Suspensos os alunos, as aulas prosseguiram.
Partir. 1 - Cuidado com a locução a partir
de, que significa apenas a começar de, a datar de (repare
que existe uma idéia de continuidade): O presidente da
associação vai exercer o mandato a partir do dia 1º. /
As incrições estarão abertas a partir de segunda-
feira. / O mundo se tormou mais liberal a partir da
Revolução Francesa. 2 - Se a ação for
definida no tempo, não se poderá usar a partir
de. Assim: As inscrições começarão
na
próxima semana (e não "a partir da")./ As
aulas serão reabertas em fevereiro (e não "a
partir de"). 3 - Como marca o início de alguma coisa no
tempo
e no espaço, é errado também usar a partir
de em casos como: O time ensaiou várias jogadas "a
partir de" (com) bola parada. / Livro conta a história
recente do País "a partir de" (com base em)
pesquisas do Ibope. / "A partir das" (pelas)
avaliações, a sociedade ficou sabendo para onde vai o
seu dinheiro.
Páscoa. Como se trata de festa religiosa, os termos a ela
referentes em geral têm inicial maiúscula: Páscoa,
Semana Santa, Sexta-Feira Santa, Domingo de Ramos,
Ressurreição, Paixão, Procissão da Cruz,
Lava-Pés, Quarta-Feira de Cinzas, etc. No entanto:
malhação do judas.
Passado do passado. Quando o texto menciona uma ação
anterior à atual ou a outra já realizada (passado do
passado),
deve-se usar a forma composta do verbo: Apenas 24 horas depois de o
ministro ter lançado (e não
"lançar") o plano, a Câmara aprovou o projeto.
/ O trem já havia partido quando ele se deu conta da hora.
Passo-a-Passo, passo a passo. Quando substantivo, tem
hífen (é o próprio processo): O passo-a-passo
é a melhor maneira de aprender a usar o computador. Sem
hífen, é mera locução (indica a forma do
processo): Avançaram passo a passo.
Pasta. Use inicial minúscula: a pasta da Fazenda, essa
pasta,
etc.
Pastel. Como é substantivo, não varia no plural
quando indicar cor: tons pastel (e não
"pastéis").
"Patamar". Não use. Para preços,
taxas ou juros, prefira nível ou índice.
Patriarca. Feminino: matriarca.
Pátrios (plural). Nos adjetivos pátrios compostos,
apenas o último elemento é flexionado e o primeiro
obedece à forma de origem erudita, em geral mais reduzida:
empresa belgo-mineira, companhia anglo-teuto-brasileira, consórcios
franco-ítalo-nipônicos, etc.
Paulista, paulistano. 1 - Paulista - natural do
Estado de
São
Paulo, relativo ao Estado de São Paulo: polícia
paulista, governador paulista. 2 - Paulistano - natural
da cidade de São Paulo, relativo à cidade de São
Paulo: paulistano do Brás, prefeito paulistano.
Pauta.
Pé. São corretas as duas locuções,
de pé e em pé.
Pedir. Conjugação.
Pres. ind.:
Peço, pedes, pede, pedimos, pedis, pedem. Pres.
subj.:
Peça, peças, peça, peçamos, peçais,
peçam. Imper. afirm.: Pede, peça,
peçamos,
pedi, peçam. Imper. neg.: Não peças
tu, ..., não peçais vós, não peçam
eles. Os demais tempos são regulares.
Pedir... a ou para. 1 - Pedir apoio ou
atenção a - pedir que alguém
dê apoio ou atenção a quem o solicita:
O governo pede apoio (atenção)
aos empresários (pede que os empresários o apóiem
ou lhe dêem atenção). 2 -
Pedir apoio ou atenção para -
pedir que seja dado apoio ou atenção a alguém
que se indica: Os EUA pedem apoio
(atenção) para
o Brasil (pedem
que se dê apoio ou atenção ao Brasil). 3 - Outros
exemplos: Empresários
pedem abono salarial para os trabalhadores (que se dê
abono aos trabalhadores). / Flagelados pedem ajuda ao governo
(que o governo os ajude).
Pedir para, pedir que. 1 - Só use
pedir para
quando o sentido for de licença ou permissão:
Pediu (licença) para sair mais cedo. / Pediu
(permissão) para ir ao cinema. 2 - Nos demais casos,
o correto é pedir que, e não "pedir
para"
ou "pedir para que". Assim: Pediu que fossem com ele ao
jogo (em vez de Pediu "para irem" com ele ao jogo ou
Pediu "para que fossem" com ele ao jogo). / O
delegado
pediu que o acusador mostrasse provas da denúncia (e
não O delegado pediu "para" o acusador mostrar...
ou Pediu "para que" o acusador mostrasse...). / Quer
pedir
a eles que procurem... (e não "para que"
procurem).
Pegado, pego. Use pegado com ter e
haver
e pego, com ser e estar: Tinha
(havia)
pegado, foi (estava) pego.
Pegado a. Faz-se a concordância normalmente: Esta
casa fica pegada à fábrica. / Mesas pegadas à
janela. / Edifícios pegados ao palácio.
"Peito". Prefira seio.
Péla. Péla, jogo ou bola, tem acento:
jogo da péla, as pélas de borracha.
Péla, pélas, pélo. Essas três
flexões do verbo pelar têm acento: A
água
péla quando está fervendo. / Tu pélas a laranja
para ele? / Eu me pélo por comida caseira.
Pele-vermelha. Não chame o índio brasileiro de
pele-vermelha. O nome vale apenas para o da América do Norte.
Plural: peles-vermelhas.
Pelo andar da carruagem. Lugar-comum. Evite.
Pêlo, pêlos. Com acento, no singular e plural,
quando indica cabelo ou penugem: o pêlo do gato, os pêlos
da cabeça.
Pena de talião. Com t minúsculo, uma
vez que não se trata de nome próprio.
"Penalizar". Significa somente causar
pena ou desgosto a, magoar, afligir. Por isso, substitua-o por
castigar, punir ou prejudicar em frases como: Governo
muda IR para não "penalizar" (prejudicar)
contribuinte. / Banco não deve ser "penalizado"
(punido, castigado) no caso X. / O aluno acabou "penalizado"
(punido) pela ousadia. / Aumento "penaliza"
(prejudica, pune, castiga) ainda mais o consumidor.
Pênalti. Desta forma (e nunca "penal").
Penny. Centésima parte da libra. Plurais:
pence
(quando quantia) e pennies (quando moeda).
Pequenez. Insignificância, e não
"pequenês".
"Pequenos detalhes". Redundância: não
existem "grandes detalhes".
Pequinês. Natural de Pequim e raça de cães.
Pêra. Com acento, no singular, tanto para designar
a fruta como a porção de barba ou o interruptor:
Pêra madura. / Raspar a pêra. / Apertou a pêra.
No plural, não existe acento: peras.
Perante. Sem a preposição a: Perante
o pai. / Perante ela (e não "ao" pai,
"a" ela).
Perante o qual. E não "perante quem": Eis
o juiz perante o qual (e não "perante
quem")
o réu deverá depor amanhã.
Perder. Um time perde de outro por ou
de l a 0, 2 a l, 3 a 2, etc.
Perdoar. Regência. 1 (tr. dir.) - Perdoar
alguma coisa: "Perdoai as nossas ofensas." / Perdoou
os seus gastos excessivos. / Perdoamos as dívidas dos amigos.
2 (tr. ind.) - Perdoar a alguém: Deus lhes perdoe. /
A Receita perdoou aos devedores. / Perdoou aos acusadores.
3 (tr. dir. e ind.) - Perdoar alguma coisa a alguém: A
Receita lhes perdoou as dívidas. / Não perdoa aos
inimigos nenhum agravo. / Perdoa aos amigos todas as ofensas.
4 (intr.) - Sem complemento: É vingativo e nunca perdoa.
/ Perdoa, para seres perdoado. Observação.
Admite a voz passiva: Foi perdoado pelos superiores.
Perfazer. Conjuga-se como fazer.
Performance. Anglicismo evitável. Prefira desempenho ou
atuação.
Pérgula. Com u.
Pergunta, perguntado. Formas possíveis: À
pergunta se pretendia voltar... / À pergunta onde pretendia
ficar... / À pergunta como cumpriria as determinações...
Não use, por serem formas inexistentes na língua:
"perguntado se", "perguntado sobre" e
"à pergunta
sobre". Opção correta: interrogado ou
indagado sobre.
Perguntas e respostas. Ver no verbete entrevista,
como editar entrevistas na forma
de perguntas e respostas.
"Permitir com que." Fazer é que admite a
preposição com. Use permitir
que em frases como: O mau cheiro não permitiu que
(e não "permitiu com que") ninguém ficasse
mais de cinco minutos na loja.
Pernas, pra que te quero. Mesmo gramaticalmente incorreta,
é essa a forma da locução popular.
Perônio. Com i. Adjetivo: peroneal.
Personagem. Faça a concordância com o sexo do
ou da
personagem. Assim: o personagem Hamlet, a personagem Aída.
Proceda da mesma
forma em orações como: A ministra foi a principal
personagem dos acontecimentos. / O piloto era um personagem
de destaque da Fórmula 1. / Como ficarão os
personagens
(homens e mulheres) da oposição?
Persuadir. 1 - Quando o sentido for o de convencer
ou demover, prefira a regência persuadir alguém
de alguma coisa: Foi difícil persuadi-lo de
não
dar queixa à polícia. / Todos o persuadiram
de não tomar aquela decisão. 2 - Quando persuadir
significa induzir ou mover, a regência
preferível é persuadir alguém a alguma
coisa: Todos o persuadiram a sair. / O rei queria persuadir
os súditos à submissão. / Persuadiu-o a desaparecer
por alguns dias. 3 - Pode-se ainda usar a forma persuadir
alguém, apenas: Suas desculpas não persuadiram
os superiores. / O governo conseguiu persuadir a população.
4 - O verbo admite também a forma pronominal e segue, nesse
caso, o modelo dos itens 1 e 2: Persuadiu-se de que era hora
de agir. / Eles se persuadiram a voltar atrás. 5 -
Finalmente, como sinônimo de convencer, pode ser
intransitivo (sem complemento): É uma pessoa que consegue
persuadir.
Perto. Invariável. Moram perto. / Plantaram
árvores perto da casa. / As casas ficavam perto.
Perverso. Significa mau, malvado. Cuidado com o seu uso no
sentido figurado (efeitos perversos, ensino perverso,
distribuição de renda perversa), que se está
tornando lugar-comum.
Perto de. Ver cerca
de.
Pese. Ver em que pese
a.
Peso. 1 - Com números redondos, use sempre
por extenso
o nome das medidas de peso: 200 toneladas, 40 quilos, 50 gramas.
Nos títulos e tabelas, pode-se usar a abreviatura: 200
t, 40 kg, 50 g. 2 - Para indicar números quebrados,
adote estas formas: 200,5 toneladas, 40,8 quilos, 50,4 gramas.
Como no caso acima, nos títulos e tabelas permite-se a
abreviatura: 200,5 t, 40,8 kg, 50,4 g. 3 - Se a medida
for inferior a 2, ficará no singular: 1,5 tonelada,
1,9 quilo, 0,7 grama. 4 - Repare que as abreviaturas não
têm ponto nem plural e que há espaço entre
o número e elas: 87 t, 65 kg, 32 g. 5 - Ver em Medidas , uma relação
de
pesos e
medidas e a forma de convertê-los em valores mais usados no Brasil.
Peso (boxe). Existe hífen depois de substantivo, mas
não de adjetivo: peso-mosca, peso-galo, peso-pena, peso leve,
peso médio, peso meio-médio, peso meio-pesado, peso pesado.
Pesquisa.
Pessach. É a Páscoa judaica.
Pessoas no
noticiário.
Ph.D. Plural: Ph.Ds.
Pica-pau. Com hífen. Da mesma forma: pica-pau-amarelo.
Picar, picada. Ver morder,
mordida.
Pichar, piche. Com ch e não com
x.
Também: pichação, pichador.
Picles. Aportuguesado e no plural: os picles.
Pico. Inicial maiúscula: Pico do Jaraguá.
Píer. Aportuguesado. Plural: píeres.
Pierrô. Aportuguesado.
Pigmeu. Feminino: pigméia.
Pilotar. Significa dirigir veículo em geral. Por isso, no
sentido figurado, como dirigir, controlar ou organizar qualquer coisa
(pilotar um jantar, pilotar uma situação, pilotar um
congresso, pilotar um quatro-bocas), só pode ser usado em
textos muito especiais, mas nunca no noticiário.
Piloti. É a forma do singular. No plural, pilotis.
Piloto. Com função de adjetivo, permanece
invariável: usina piloto, usinas piloto; plano piloto,
planos piloto.
Pingue-pongue. Desta forma.
Pingüim. Com trema.
Pior. 1 - Antes de particípio, use sempre mais
mal e nunca pior: mais mal classificados (e
não
"pior classificados" ou, menos ainda, "piores
classificados").
Ver mais bem, mais
mal. 2 - Quando
adjetivo, varia (equivale a mais mau): Eles eram
piores
(mais maus) que todos. / Muito piores (mais maus,
mais condenáveis) do que os atos amorais de ontem são
os argumentos imorais de hoje. / Piores (mais maus)
que ele, só os irmãos. 3 - Quando advérbio,
permanece invariável (equivale a mais mal): Eles
estavam pior (mais mal) de vida. / Jogaram pior (mais
mal) que antes.
Pior (a, o). Ver melhor
(a, o).
Pirata. Use como adjetivo quando vier depois de um substantivo:
edição pirata, fitas piratas, emissora pirata.
Piscicultura. E nunca "psicultura".
Pista, faixa. Não confunda: pista é
cada parte
contínua de uma rodovia. E faixa é cada
divisão
(marcada no solo, apenas) de uma pista. Assim, a Rodovia
dos Imigrantes tem duas pistas, com três faixas cada uma.
Já a Régis Bittencourt tem pista única, com
duas faixas, uma em cada direção.
Placa. No singular: Carro de placa (e não "de
placas") BAA-1618.
Plano. Inicial maiúscula: Plano Real.
Planta. Equivale a fábrica apenas em inglês. Por
isso, não escreva, por exemplo: O grupo quer construir nova
"planta" (nem "planta industrial") no Brasil.
Plantão. 1 - Use a locução de
plantão apenas no seu significado real: Os
médicos
estavam de plantão. 2 - No sentido figurado, é modismo a
evitar: os críticos de plantão, os golpistas de
plantão, os bajuladores de plantão, etc.
Pleito, preito. Pleito equivale tanto a
eleição
(pleito de novembro) como a demanda (pleito judicial),
enquanto preito designa homenagem (preito aos
mortos) ou reconhecimento (preito de gratidão).
Pleonasmo.
Plural (substantivação). Palavras invariáveis,
quando substantivadas, obedecem às normas do plural: Pesar
os prós e os contras. / As múltis, as micros
(empresas), os micros (computadores), as máxis
(desvalorizações), as mínis (saias). / Os
sins
e os nãos. / Os vivas e os morras. / Os senões
e os poréns. / Os quatros e os cincos do baralho estavam
rasgados. Dois, três, seis e dez
não
variam: os três de paus, os seis de ouros, os dez de
espadas.
Plural de adjetivos compostos. Nos adjetivos compostos,
só o último elemento vai para o plural: medidas
econômico-financeiras, estudos histórico-geográficos,
vidas profissional-amorosas, camisas verde-claras, gravatas azul-escuras,
partidos social-democratas, tendências nacional-socialistas.
Exceções. a) Em surdo-mudo,
os dois elementos se flexionam: homens surdos-mudos, crianças
surdas-mudas. b) Azul-marinho e
azul-celeste
não variam: Ternos azul-marinho, blusas azul-celeste.
Plural de adjetivos simples. Ver plural de substantivos e adjetivos
simples.
Plural de letras. Prefira usar o nome pronunciável
da letra com s: Com todos os efes-e-erres. / Colocar
um pingo nos is. / Separe os emes e os enes. Xis
não
varia: Os xis da questão. Apenas em casos excepcionais,
aplique a duplicação da letra como forma de plural:
Os aa e os ee. / Os vv e os zz.
Plural de locuções. 1 - Nas locuções
ligadas pela preposição de, coloque o segundo
termo no singular, se se tratar de matéria contínua,
e no plural, se a palavra indicar variedades, unidades,
indivíduos: fábrica(s) de papel,
indústria(s) de tinta, espécies de
solo, grupo(s) de soldados, tipos de gente, marcas
de sal, espécies de sais (sais diferentes),
caixa(s) de fósforos, catálogos de
tipos ou selos, exposição(ões)
de quadros, exposições de pintura, fábrica(s)
de envelopes, fábrica(s) de calçado,
fábrica(s) de sapatos, de meias, de sandálias,
etc.
2 - Proceda de maneira semelhante nos casos em que o segundo elemento
tenha caráter predominantemente abstrato: se ele tiver
sentido genérico, a segunda palavra não
varia; se o sentido for específico, o
vocábulo
tem plural. Exemplos: níveis de investimento,
planos de emprego, projetos de expansão, casos de estupro,
pedidos de falência, opções de vôo,
postos de benefícios, taxas de juros, quadros de avisos,
etc.
Plural de nomes
próprios.
Plural de siglas. Acrescente um s minúsculo
às siglas usadas no plural: os CDBs, as Ufirs,
os PMs, os SPCs, os IPMs, os DERs, as Apaes, as ARs, 50
UFMs, novas Cohabs. A regra vale também para o caso
em que se queira pluralizar uma entidade normalmente única:
os BBs, os BCs, os MECs, as UNEs, os EMFAs, os dois PSDBs,
etc.
Plural de substantivos
compostos.
Plural de
substantivos e adjetivos simples.
Plural indevido.
Pluri... Liga-se sem hífen ao termo seguinte: plurianual,
pluricelular,
pluriovulado, pluripartidarismo, plurirradiado, plurissecular.
Pobretão. Flexões: pobretona e pobretões.
Pôde, pode. A forma do passado, pôde,
tem acento, para evitar confusão com pode, presente.
Assim: Fez o trabalho da melhor forma que pôde (foi capaz).
/ Ele pode (é capaz, tem permissão) fazer isso.
Poder. Conjugação. Pres. ind.:
Posso, podes, pode, podemos, podeis, podem. Pret. perf.
ind.:
Pude, pudeste, pôde, pudemos, pudestes, puderam. M.-q.-perf.
ind.: Pudera, puderas, pudera, pudéramos, pudéreis,
puderam. Pres. subj.: Possa, possas, possa, possamos,
possais,
possam. Imp. subj.: Pudesse, pudesses, pudesse,
pudéssemos,
pudésseis, pudessem. Fut. subj.: Puder, puderes,
puder, pudermos, puderdes, puderem. Os demais tempos são
regulares.
Poderes. Desta forma: Poder Executivo, Poder Legislativo
e Poder Judiciário. Ou simplesmente o Executivo,
o Legislativo e o Judiciário. No plural:
os Poderes Executivo e Judiciário.
Pódio. Aportuguesado.
Põe, põem. Põe é a forma
do singular e
põem, a do plural, o que vale também para os
derivados: O homen põe e Deus dispõe. / Elas
põem, eles supõem.
Poeta, poetisa. Use poeta para o homem e
poetisa
para a mulher. Respeite, porém, a forma a
poeta,
em artigos assinados, pois há quem atribua juízo
de valor à palavra (poetisa, assim, seria qualquer
mulher que faça versos e poeta, uma autora de
méritos).
Pogrom. Desta forma. Plural: pogrons.
"Polaco". Prefira polonês (polaco
tem sentido pejorativo em algumas regiões do Brasil).
Poli... Liga-se sem hífen ao termo seguinte: poliartrite,
policêntrico, poliéster, poliidroxila,
poliolefina, polirrítmico, polissilogismo, poliuretano.
Polícia. 1 - A palavra é feminina quando
se refere à ordem, segurança (Fugiu da
polícia) e masculina quando designa o policial:
Um polícia segurou o ladrão. 2 - Apenas quando
se quiser dar ênfase à corporação,
a inicial deve ser maiúscula: A Polícia
paulista prendeu o ladrão. / A Polícia Militar,
a Polícia Política. 3 - A organização
pertence ao Estado e não ao município. Assim:
polícia paulista (e não "paulistana"),
polícia fluminense (e não "carioca").
"Polícia carioca". A polícia é
fluminense (estadual) e não carioca (do
município).
Policial
(noticiário).
Pólipo. Com acento.
Polir. Conjugação. Pres. ind.:
Pulo, pules, pule, polimos, polis, pulem. Pres. subj.:
Pula, pulas, pula, pulamos, pulais, pulam. Imper. afirm.:
Pule, pula, pulamos, poli, pulam. Os demais tempos são
regulares.
Pólo, pólos. Com acento no singular e plural:
Pólo Norte, Pólo Sul, os Pólos Norte e
Sul, pólo de desenvolvimento, pólos de colonização.
Ponta-direita, ponta-esquerda. Com hífen,
tanto para designar o jogador como a posicão.
Ponto.
Ponto de. A locução é a ponto
de (e não "ao ponto de"): Ficou assustado, a
ponto de perder a voz. / O Ministério esteve a ponto de cair. /
Chegou a ponto de perder a paciência. Não faça
confusão com frases como: Voltou ao ponto de partida. / A
água não havia chegado ao ponto de ebulição.
Ponto de exclamação. Tem valor eminentemente
literário; no jornal só deve ser usado em casos
muito especiais e quando se quiser dar muita ênfase
a uma declaração ou enunciado.
Ponto de interrogação. 1 - Introduz habitualmente
uma pergunta, mesmo que ela possa não exigir resposta:
Quem está aí? / O que será que eles querem?
/ Quem tem medo de Virgínia Woolf?
2 - Só pode ser usado nos títulos em casos muito
especiais (ou em artigos, eventualmente).
Ponto de vista. Sem hífen.
Ponto-e-vírgula.
Pontos cardeais. 1- Os pontos cardeais, quando indicam
as grandes regiões do mundo ou do Brasil, têm
inicial maiúscula: o Sul, o Nordeste, o Sudeste,
Oriente Médio, Ocidente, o Leste. 2 - No caso das
regiões brasileiras, use as formas Sul ou Região
Sul, mas não região Sul. Proceda da mesma forma com
Norte e Região Norte, Nordeste, etc. 3 - A inicial
é minúscula, no entanto, se o ponto cardeal
define
direção ou limite
geográfico:
o nordeste de Goiás, o norte de São Paulo, o
sudeste da Europa, o norte do Irã, o sudoeste dos EUA,
o leste da Espanha. Igualmente: Percorreu o país
de sul a norte. / O metrô avança no rumo sul. / A
cidade fica no leste da França. / O furacão causou
estragos no oeste das Antilhas. 4 - Nos adjetivos (referentes
aos pontos cardeais) que acompanham o nome de partes do mundo,
regiões ou países, use a inicial maiúscula:
América Central, Europa Ocidental, África Oriental,
América Setentrional, Ásia Central, Leste Europeu,
Brasil Meridional, Cone Sul, Velho Oeste, etc.
Pôr. 1 - Pôr, verbo, tem acento:
pôr
o pé na rua, pôr o nome na lista.
2 - O mesmo, porém, não ocorre com os derivados:
impor, depor, compor, expor. 3 - Quanto à diferença
entre pôr e colocar, ver colocar.
Pôr (conjugação). Pres. ind.: Ponho,
pões, põe, pomos, pondes, põem. Imp.
ind.:
Punha, punhas, punha, púnhamos, púnheis, punham.
Pret. perf. ind.: Pus, puseste, pôs, pusemos,
pusestes,
puseram. M.-q.-perf. ind.: Pusera, puseras, pusera,
puséramos,
puséreis, puseram. Fut. pres.: Porei, porás,
porá, poremos, poreis, porão. Fut. pret.:
Poria, porias, poria, poríamos, poríeis, poriam.
Pres. subj.: Ponha, ponhas, ponha, ponhamos, ponhais,
ponham.
Imp. subj.: Pusesse, pusesses, pusesse, puséssemos,
pusésseis, pusessem. Fut. subj.: Puser, puseres,
puser, pusermos, puserdes, puserem. Imper. afirm.:
Põe
tu, ponha você, ponhamos nós, ponde vós, ponham
vocês. Imper. neg.: Não ponhas tu, não
ponha você, não ponhamos nós, não ponhais
vós, não ponham vocês. Infin.:
Pôr.
Flexionado: Pôr, pores, pôr, pormos, pordes,
porem. Ger.: Pondo. Part.: Posto.
Pôr (derivados). Atenção para alguns
tempos: Pret. perf. ind.: Opôs, opuseram;
compôs,
compuseram; sobrepôs, sobrepuseram; depôs, depuseram.
Imp. subj.: Opusesse, compusesse, sobrepusesse, depusesse.
Fut. subj.: Se ele opuser, compuser, sobrepuser, depuser.
Nunca, pois, "se ele opor", "compor", "sobrepor",
"depor", etc. Seguem o mesmo modelo todos os derivados de
pôr.
"Por cada". Cacófato evitável:
por cada pessoa (por pessoa), por cada ano de trabalho
(por ano de trabalho), etc.
"Por causa que". Italianismo. Use porque
ou por causa de.
Porcentagem.
Pôr-do-sol. Plural: pores-do-sol.
Porém. Não inicia oração e, por isso,
deve aparecer no interior dela: A empresa participou da
concorrência. Sua idoneidade, porém, foi posta em
dúvida (e não: A empresa participou da
concorrência. Porém, sua idoneidade foi posta em
dúvida).
Pôr em xeque. Forma correta, e nunca pôr em
"cheque".
Por hora, por ora. Por hora -
por 60 minutos:
Passaram pelo pedágio 5 mil carros por hora. Por
ora
- por enquanto, por agora: O governo não pretende, por
ora, revogar a decisão. / O empresário acha que
por ora nada mudará.
Por isso, por isto. Duas palavras (e nunca "porisso" ou
"poristo"): O ministro
foi operado; por isso, não vai trabalhar esta semana.
Não me abalo por isto.
Pornô. Plural: pornôs (filmes pornôs).
Por o. Evite juntar a preposição por e
os oblíquos o, a, os, as. Assim, use: Por
desempenhá-lo
mal, perdeu o cargo (e não por o desempenhar).
/ Por levarem-nas sem cuidado, deixaram as aves escapar (e
não por as levarem).
Por ora. Ver por
hora, por ora.
Porque com pronome. O porque atrai o pronome
localizado na mesma oração: Tudo lhe aconteceu porque se
recusou a admitir o erro. / Chegou cedo porque os amigos lhe pediram.
Por que, por quê,
porque, porquê.
Por si só. Ver só,
sós (por si).
"Por sorte". Nunca use essa forma no noticiário,
em frases como: Por sorte, ninguém morreu no acidente.
O texto informativo deve ser neutro e não expressar desejos.
Se for o caso, faça a ressalva: Embora o carro tenha
ficado totalmente destruído, ninguém morreu no acidente.
Portenho. Não é sinônimo de argentino: designa
apenas o natural de Buenos Aires.
Porventura. Equivale a acaso e
escreve-se numa única palavra: Se porventura você
viajar ainda hoje, não deixe de me avisar. / Porventura
você viu o livro por aí?
Pós. 1 - Como prefixo, é normalmente seguido
de hífen: pós-bíblico, pós-datado,
pós-diluviano, pós-eleitoral,
pós-operatório, pós-romano,
pós-socrático.
Exceções: poscefálico,
posfácio,
poslúdio, pospasto, posponto, pospor,
postônico.
2 - Na formação de palavras, use sempre
pós
e não "post", que só tem sentido em
locuções latinas como post-meridiem e
post-mortem.
Posar, pousar. 1 - Sem u sempre
que
significar servir
de modelo, apresentar-se como: Posou para o fotógrafo.
/ Sempre posa de democrata. 2 - Pousar, entre outros,
tem o sentido de colocar em, descansar, passar a noite, descer:
A moça pousou a xícara na mesa. / A tropa andou
dois dias sem pousar. / Os viajantes pousaram no rancho. / A ave
pousou no galho. / O avião pousou sem problemas.
Possível. 1 - Com o mais,
o menos,
o maior, o menor, o melhor
e o pior, possível fica invariável:
Os resultados são o mais promissores possível.
/ Os resultados são o mais possível promissores.
/ Os resultados são promissores o mais possível.
(Das três formas, a primeira é mais usual.) /
O jornal atingiu o maior número de páginas possível.
/ Elas viviam no melhor dos mundos possível. 2 - O
artigo no plural leva o adjetivo para o plural: Os resultados
foram os piores possíveis. / Os resultados foram os menos
brilhantes possíveis. / Aquelas eram as mais belas músicas
possíveis. / Os alunos obtiveram as menores notas possíveis.
3 - Antes de particípio, use mais bem e
mais
mal no singular: Eram pessoas o mais bem-educadas
possível.
/ Eram objetos o mais malfeitos possível. 4 - A expressão
quanto possível não varia: Os resultados
eram quanto possível promissores.
Possível, provável.
Genericamente a equivalência
seria: possível = que pode acontecer ou
ser
praticado; provável = que deve
acontecer,
que apresenta probabilidade, que dá idéia de verossimilhança.
Assim: É possível que ele vá ao almoço,
mas não provável (vê-se que existe uma
gradação de viabilidade ou expectativa). Da mesma
forma: É possível, mas não provável,
que um time pequeno vença um grande fora de casa. / Um
grande terremoto é possível, mas não provável
no Brasil. Impossível e
improvável
seguem a mesma norma.
Possuir. 1 - Possuir, corretamente, equivale a
estar na posse de, ter a
propriedade de, poder dispor de, desempenhar, desfrutar: X
possui uma bela casa. / Y possui muita saúde. / Z possui
alto cargo no governo. 2 - São erradas, e devem
ser substituídas por ter ou equivalente,
construções como: Ninguém "possui"
direito adquirido à reeleição. / O médico
"possuía" uma carreira de sucessos. / Varejo
"possui" 3 milhões de carnês em atraso. / Alguns
pacientes "possuem" testes falsamente positivos.
/ O assaltante "possuía" diversas passagens pela
polícia.
/ Fulano "possui" uma filha. / Os estabelecimentos
"possuíam" liminares favoráveis.
/ O filho não "possuía" diálogo com os
pais.
"Postecipar". Nunca use. A palavra não existe.
Posteriori (a). Significa depois da experiência, pelos
efeitos, com apoio nos fatos: A reação química
foi comprovada a posteriori (pelos efeitos). / Tomou a
decisão a posteriori (com apoio nos fatos). A
locução não equivale a depois, posteriormente.
Assim, são erradas frases como: Apresentarei os documentos a
"posteriori".
Posto-chave. Plural: postos-chave.
Postura. 1 - Prefira posição ou atitude.
Postura, só em último caso ou para definir
a posição do corpo. 2 - É errado usar
postura em frases como: O técnico criticou a
"postura" dos volantes em campo. Postura não equivale
a colocação, a palavra correta nesse caso.
Pouco. Ver é muito,
é pouco.
Poucos de. Concordância. Ver algum (alguns) de.
Pousar. Ver posar,
pousar.
Pra. 1 - Sem acento, tanto para designar para como
para a. 2 - Na reprodução de frases populares,
use pra e não para: Pra chuchu. /
Pra burro. / Pernas, pra que te quero. Nos demais casos,
para:
Para a frente. / Para trás. / Chegou para ficar.
Praça. 1 - No masculino para designar soldado:
o
praça (daí a origem do diminutivo pracinha).
Nos demais sentidos, a palavra é feminina. 2 - Como lugar
público, tem inicial maiúscula: Praça da
Liberdade.
Praia Grande. Sem artigo: prefeitura de Praia Grande,
em Praia Grande.
"Praticar". Fuja ao modismo e à impropriedade:
não se "praticam" juros, taxas, preços ou
alíquotas,
que podem, isso sim, ser cobrados, estabelecidos, fixados
ou determinados.
Prazer (verbo). Conjugação. Em geral,
é usado apenas nas terceiras pessoas. Pres. ind.:
Praz, prazem. Imp. ind.: Prazia. Pret. perf.
ind.:
Prouve. M.-q.-perf. ind.: Prouvera. Fut. ind.:
Prazerá,
prazerão. Fut. pret.: Prazeria. Pres.
subj.:
Praza. Imp. subj.: Prouvesse. Fut. subj.:
Prouver.
Ger.: Prazendo. Part.: Prazido.
Prazeroso. Sem i (a palavra relaciona-se com prazer).
Da mesma forma, prazerosamente.
Pré... Em geral exige hífen, especialmente
quando a pronúncia aberta se torna caracterizada:
pré-ajustar, pré-carnavalesco,
pré-datado, pré-diluviano, pré-escolar, pré-encolhido,
pré-história, pré-jurídico,
pré-moldado, pré-natal, pré-operatório,
pré-primário, pré-romano, pré-santificado,
pré-universitário,
pré-vestibular. Algumas exceções:
prealegar (ou pré-alegar), preanunciar,
preconcebido, precondição, predefinição,
predeterminado, predisposição, predizer, preestabelecer,
preexistência, prefiguração, prefrontal, prejulgar,
preordenação, previgorante.
Precaríssimo. Um i só.
Precaver. a) Conjugação. Só
tem a 1.ª e a 2.ª pessoa do plural do pres. ind.
e não tem o pres. subj. Pres. ind.:
Precavemos,
precaveis. Imp. ind.: Precavia, precavias, etc. Pret.
perf. ind.: Precavi, precaveste, precaveu, precavemos,
precavestes,
precaveram. Pres. subj.: Não tem. Imp.
subj.:
Precavesse, precavesses, etc. Fut. subj.: Se eu precaver,
se tu precaveres. Imper. afirm.: Precavei (única
pessoa). Part.: Precavido. b) NÃO EXISTEM as formas
"precavejo", "precavês",
"precavém", "precavenho",
"precavenha",
"precaveja", etc., que devem ser substituídas por
previno,
prevines, previna e previnas ou pelas formas
equivalentes
do verbo acautelar-se. c) O verbo hoje é usado quase
que exclusivamente como pronominal (precaver-se).
Preceder. Prefira a regência direta, preceder alguém
ou alguma coisa: Geisel precedeu Figueiredo no governo. / A
letra daquela música precedeu a melodia.
"Precisa fazer, sair". É errado dizer:
"Precisa" fazer a limpeza, "precisa" sair logo,
"precisa"
comprar o disco, "precisa" ser muito homen para fazer isso. Use,
em vez de precisa, é preciso,
é necessário, deve-se, precisa-se ou equivalente.
Precisão.
Precisar. Regência.1 - Precisar alguma coisa
(indicar com precisão, particularizar): Não
soube precisar o dia da partida. / Ele precisou suas necessidades.
2 - No sentido de ter necessidade, prefira a regência
indireta do verbo: O país precisa de novos empregos.
/ Todos precisamos de estímulo no trabalho. / Precisa-se
de empregados. / Este é o livro de que ele precisa. / Era
tudo de que precisava. Com infinitivo, porém,
dispense a preposição: Precisamos sair. / A empresa
precisa contratar novos empregados. / Eles precisam ir embora
ainda hoje.
Precisa-se de. Na passiva pessoal, use a forma correta:
Precisa-se de repórteres. Nunca, "precisam-se"
de repórteres (quando uma preposição
se segue ao verbo, na passiva pessoal, este permanece invariável).
Preciso. Ver é
preciso.
Preço, preços. De preferência, use
o singular: Sobe o preço dos automóveis. / O
governo autoriza o aumento do preço dos eletrodomésticos.
Reserve preços aos casos em que se trate de diversos
artigos: A tabela da empresa inclui novos preços. / O
governo libera os preços novamente.
Prefeitos de São Paulo. Antônio
Prado, de 7/1/1889 a 15/1/1911; Raimundo Duprat, de
16/1/1911
a 14/1/1914; Washington Luís, de 15/1/1914 a
15/8/1919;
Rocha Azevedo, de 16/8/1919 a 15/1/1920; Firmiano
Pinto,
de 16/1/1920 a 15/1/1926; Pires do Rio, de 16/1/1926 a
23/10/1930; Cardoso de Melo Neto, de 24/10/1930 a 5/12/1930,
Anhaia Melo, de 6/12/1930 a 25/7/1931; Francisco
Machado
de Campos, de 26/7/1931 a 13/11/1931; Anhaia Melo,
de 14/11/1931 a 4/12/1931; Henrique Jorge Guedes, de
5/12/1931
a 23/5/1932; Gofredo da Silva Teles, de 24/5/1932 a
2/10/1932;
Artur Sabóia, de 3/10/1932 a 28/12/1932;
Teodoro
Ramos, de 29/12/1932 a 1/4/1933; Artur
Sabóia,
de 2/4/1933 a 22/5/1933; Osvaldo Gomes da Costa, de
23/5/1933
a 30/7/1933; Carlos dos Santos Gomes, de 31/7/1933 a
21/8/1933;
Antônio Carlos Assunção, de 22/8/1933
a 6/9/1934; Fábio Prado, de 7/9/1934 a 31/1/1938;
Paulo Barbosa de Campos Filho, de 1/2/1938 a 15/2/1938;
Fábio
Prado, de 16/2/1938 a 30/4/l938; Prestes Maia, de
1/5/1938
a 10/11/1945; Abraão Ribeiro, de 11/11/1945 a
14/3/1947;
Cristiano Stockler das Neves, de 15/3/1947 a 28/8/1947;
Paulo Lauro, de 29/8/1947 a 25/8/1948; Mílton
Improta,
de 26/8/1948 a 3/1/1949; Asdrúbal da Cunha, de
14/1/1949
a 27/2/1950; Lineu Prestes, de 28/2/1950 a 31/1/1951;
Armando
de Arruda Pereira, de 1/2/1951 a 7/4/1953; Jânio
Quadros, de 8/4/1953 a 6/7/1954; Porfírio da
Paz,
de 7/7/1954 a 17/1/1955; Jânio Quadros, de 18/1/1955
a 5/2/1955; William Salem, de 6/2/1955 a 1/7/1955;
Lino
de Mattos, de 2/7/1955 a 10/4/1956; Wladimir de Toledo
Piza, de 11/4/1956 a 7/4/1957; Ademar de Barros, de
8/4/1957 a 9/1/1958; Cantídio Sampaio, de 10/1/1958
a 6/2/1958; Ademar de Barros, de 7/2/1958 a 8/2/1961;
Manoel
Figueiredo Ferraz, de 9/2/1961 a 28/2/1961; Ademar de
Barros,
de 1/3/1961 a 7/4/1961; Prestes Maia, de 8/4/1961 a
7/4/1965;
Faria Lima, de 8/4/1965 a 7/4/1969; Paulo
Maluf,
de 8/4/1969 a 7/4/1971; José Carlos Figueiredo
Ferraz,
de 8/4/1971 a 21/8/1973; Brasil Vita, de 22/8/1973 a
27/8/1973;
Miguel Colasuonno, de 28/8/1973 a 16/8/1975; Olavo
Setúbal,
de 17/8/1975 a 15/7/1979; Reynaldo de Barros, de 16/7/1979
a 13/5/1982; Antônio Salim Curiati, de 13/5/1982
a 15/3/1983; Altino Lima, de 15/3/1983 a 10/5/1983;
Mário
Covas, de 10/5/1983 a 1/1/1986; Jânio Quadros,
de 1/1/1986 a 1/1/1989; Luiza Erundina, 1/1/1989
a 1/1/1993; Paulo Maluf, 1/1/1993 a 1/1/1997; Celso
Pitta, 1/1/1997.
Prefeitura. 1 - Inicial maiúscula: a
Prefeitura
de São Paulo, a Prefeitura (referindo-se a São
Paulo, capital). Inicial minúscula: a prefeitura
do Rio, as prefeituras de Santos e São Vicente, a prefeitura
(qualquer outra que não a de São Paulo). 2 - Use
apenas prefeitura e não "prefeitura
municipal".
Preferir. 1 - Constrói-se com a
preposição
a e não com a locução do
que:
Prefere a mãe ao pai (e não "do que" o
pai).
/ Os alunos preferiam jogar futebol a praticar atletismo. / "Prefiro
os que colocam bem as idéias aos que colocam bem os pronomes"
(Sí1vio Romero). 2 - Também é errado usar
preferir com em vez de: O lateral prefere jogar no Brasil
"em vez de" (o certo: a) ir para a Espanha.
3 - Como preferir já tem valor absoluto,
são inadmissíveis frases do tipo de: Prefiro
antes morrer a renunciar. / Os times preferem mais atacantes a
defensores. / Preferia cem vezes brincar a estudar. O
"antes",
o "mais" e o "cem vezes" estão sobrando nas
frases.
4 - Com preferível, proceda da mesma forma: Achou
preferível sair a ficar. / É preferível lutar
a morrer sem glória. 5 - O do que pode ser usado
com melhor: É melhor um pássaro na
mão do que dois voando. 6 - Conjuga-se como servir: prefiro, preferes; que eu
prefira;
prefere tu, preferi vós; etc.
Prefixos. 1 - Os prefixos e demais elementos de composição
usados no lugar dos substantivos por eles iniciados devem obedecer
às mesmas normas de acentuação e flexão
do substantivo: O governo prepara nova máxi. / Ministério
anuncia mínis periódicas. / Na moda, voltam as mídis
(saias). / Muda a legislação das micros
(microempresas). / O Brasil fabricará novos micros
(microcomputadores). 2 - Numa enumeração em que
o último elemento seja constituído de prefixo mais
substantivo ou adjetivo, não flexione nem acentue os prefixos:
Maior apoio às micro e miniempresas. / Na moda, convivem
a mini, a midi e a maxissaia. / Os tecnocratas abusam das maxi,
midi e minidesvalorizações. / O ministro tratou
de problemas macro e microeconômicos.
3 - Os prefixos e elementos de composição que se
ligam com ou sem hífen ao elemento seguinte, na formação
de palavras, foram incluídos neste capítulo um a
um, como verbetes isolados (anti, infra, super, etc.).
No verbete hífen,
pode ainda ser encontrada uma lista de elementos de composição
que se ligam sem hífen ao termo seguinte.
Prefixos mais nomes próprios. Use hífen sempre
que um prefixo se ligar a nome próprio: anti-Brasil,
anti-Maluf, anti-EUA, anti-Rússia,
anti-HIV, extra-ONU, super-Marília, hiper-Hitler,
sub-Napoleão, ex-Beatle, etc.
Exceção:
Anticristo.
Pregresso. Significa anterior, passado, e não
se relaciona necessariamente com criminosos: Estudou a vida
pregressa do candidato, do deputado, etc. / A história
pregressa da nossa gente.
Premiar. Verbo regular: premio, premias; premie, premiem;
etc.
"Premier". Use apenas primeiro-ministro
(e não "premier" ou "premiê").
Prêmio. 1 - Com inicial maiúscula antes
do nome que qualifica: Prêmio Nobel, Prêmio Eldorado
de Música, Prêmio Molière, Prêmio Moinho
Santista. 2 - No plural, flexione apenas a palavra prêmio:
Prêmios Nobel, Prêmios Molière, Prêmios
Eldorado.
Prendido, preso. Use prendido com ter e
haver
e preso, com ser e estar: Tinha
(havia)
prendido, foi (estava) preso.
Preposição omitida. 1 - Antes de certos adjuntos
de tempo, modo e lugar, a preposição freqüentemente
pode ser omitida: Zezinho, (com o) tornozelo enfaixado,
é dúvida do Corinthians domingo. / Maria, (com
os) olhos cheios de lágrimas, retirou-se da sala.
/ (Com o) Réu ausente, testemunha descreve suas atrocidades.
/ Chegarão (no) domingo. / Partirão (na)
terça-feira. / O filho, (de) cabeça
baixa, ouvia a reprimenda. 2 - A preposição
pode ainda ser omitida antes do que numa série de
casos. Ver que (com
preposição). 3 - Com terminal e
marginal, não
omita a preposição: Terminal do Tietê,
Marginal do Pinheiros. 4 - Apenas em casos muito especiais
(títulos, selos ou olhos) a preposição poderá
ser omitida, em construções como eleição-98,
Copa-98, Mundial-91, importação-97, diretas-89,
vestibular-96, índice Fipe. No texto, use sempre eleição
de 98, Copa de 98, Mundial de 91, importação de
97, diretas de 89, vestibular de 96, índice da Fipe.
A forma reduzida dá ao texto um estilo telegráfico,
impróprio para jornal. 5 - Há fórmulas, porém,
que não se admitem em nenhuma hipótese, como passageiros
Varig, pilotos F-1, carros GM, etc.
Preposição repetida.
Presa. Presa equivale a vítima e por
isso mantém-se invariável em frases como: João,
presa (e não "preso") de forte
emoção,
desmaiou. / O doente, presa de depressão e temores... /
O marido foi presa de um acesso de ciúme.
Prescrição,
proscrição.
1 - Prescrição
tem três sentidos mais comuns: perda da validade
(prescrição
da pena), ordem, preceito, norma (O ministro deu
prescrições severas para a assinatura do acordo)
ou indicação exata (prescrições
do médico). 2 - Proscrição
significa
supressão, proibição, desterro: a proscrição
dos testes nucleares, a proscrição do Partido Comunista,
a proscrição dos líderes revolucionários.
Da mesma forma, prescrever e proscrever ou
prescrito e proscrito.
Presença. Fica no singular em frases como: A
presença de Romário e Sávio na seleção
brasileira... / A presença do presidente, do governador
e do prefeito (e nunca "as presenças").
Presidência. Com inicial maiúscula apenas
quando se tratar do cargo máximo do País: Era
candidato à Presidência da República. / Disputará
a Presidência. Inicial minúscula para outros
cargos: Era candidato à presidência do PFL, à
presidência da comissão, à presidência
do São Paulo, à presidência do Congresso.
Presidente. Use presidente para homem e mulher: o presidente
da República, a presidente da Câmara dos Vereadores.
Presidentes da República. Deodoro da Fonseca
(Governo
Provisório, de 15/11/1889 a 26/2/1891, e Governo Republicano,
de 26/2/1891 a 23/11/1891); Floriano Peixoto, de 23/11/1891
a 15/11/1894; Prudente de Morais, de 15/11/1894 a
15/11/1898;
Campos Sales, de 15/11/1898 a 15/11/1902; Rodrigues
Alves, de 15/11/1902 a 15/11/1906; Afonso Pena, de
15/11/1906 a 14/6/1909; Nilo Peçanha, de 14/6/1909
a 15/11/1910; Hermes da Fonseca, de 15/11/1910 a 15/11/1914;
Venceslau Brás, de 15/11/1914 a 15/11/1918;
Delfim Moreira, de 15/11/1918 a 28/7/1919;
Epitácio
Pessoa, de 28/7/1919 a 15/11/1922; Artur Bernardes,
de 15/11/1922 a 15/11/1926; Washington Luís, de
15/11/1926 a 24/10/1930; Junta Governativa: general
Mena Barreto, general Tasso Fragoso e almirante
Isaías
de Noronha, de 24/10/1930 a 3/11/1930; Getúlio
Vargas (Governo Provisório, de 3/11/1930 a 20/7/1934,
Período Constitucional, de 20/7/1934 a 10/11/1937, e Estado
Novo, de 10/11/1937 a 29/10/1945); José Linhares,
de 29/10/1945 a 31/1/1946; Eurico Gaspar Dutra, de 31/1/1946
a 31/1/1951; Getúlio Vargas, de 31/1/1951 a
24/8/1954;
João Café Filho, de 24/8/1954 a 9/11/1955;
Carlos Luz, de 9/11/1955 a 11/11/1955; Nereu
Ramos,
de 11/11/1955 a 31/1/1956; Juscelino Kubitschek, de
31/1/1956 a 31/1/1961; Jânio Quadros, de 31/1/1961
a 25/8/1961; Ranieri Mazzilli, de 25/8/1961 a 8/9/1961;
João Goulart (parlamentarismo, de 8/9/1961 a
24/1/1963,
e presidencialismo, de 24/1/1963 a 1/4/1964); Ranieri
Mazzilli, de 2/4/1964 a 15/4/1964; Castelo Branco,
de 15/4/1964
a 15/3/1967; Costa e Silva, de 15/3/1967 a 31/8/1969;
Junta Militar: almirante Augusto Rademaker,
general Lyra
Tavares e brigadeiro Márcio de Souza e Mello, de
31/8/1969 a 30/10/1969; Emílio Garrastazu
Médici,
de 30/10/1969 a 15/3/1974; Ernesto Geisel, de 15/3/1974
a 15/3/1979; João Figueiredo, de 15/3/1979 a
15/3/1985;
Tancredo Neves, 15/3/1985; José Sarney,
de
15/3/1985 a 15/3/1990; Fernando Collor, 15/3/1990 a
29/12/1992;
Itamar Franco, 29/12/1992 a 1/1/1995; Fernando
Henrique Cardoso, 1/1/1995.
Presidir. Prefira a forma direta (presidir alguma coisa):
Presidir a reunião, presidir o governo, presidir o tribunal,
presidir os destinos do país.
Pressentir. Conjuga-se como mentir.
"Prestigiamento". Em vez de usar a palavra, inexistente
em português, explique o seu significado na matéria.
Pretensão, pretensioso. Com s.
Preterir. Conjuga-se como aderir.
Prevenir. Regência. 1 - Pode-se prevenir alguém
ou alguma coisa: Resolveu preveni-lo. / A polícia queria
prevenir desordens. / Preveniu os parentes. 2 - Pode-se também
prevenir alguém de ou contra:
Preveniu
o povo dos riscos da decisão. / Preveniu os amigos contra o
cão. 3 - Alguém
pode ainda prevenir-se contra: Preveniu-se contra os falsos
amigos. 4 - Outra regência é prevenir, sem complemento:
Mais vale prevenir que remediar. / É hora de agir e
não de prevenir. 5 - Conjuga-se como agredir: previno, prevines,
previne, prevenimos,
prevenis, previnem; que eu previna, previnas, previna, previnamos,
previnais, previnam; previne tu, previna, previnamos, preveni,
previnam; etc.
Prever. 1 - Quanto ao uso, ver esperar. 2 - Conjuga-se
como ver.
Prima-dona. Com hífen. Plural: prima-donas.
Primeira-dama. Com hífen. Plural: primeiras-damas.
Primeiro. Na locução o
primeiro...que,
o verbo concorda com o primeiro: Fui o primeiro que
saiu (e não que saí). / Foi o primeiro convidado que
chegou. O último que e outras expressões
semelhantes seguem a mesma norma.
Primeiro (dia). 1 - O primeiro dia de cada mês
deve ser sempre escrito no ordinal: 1.º de abril, 1.º
de maio. 2 - Pode ir com inicial maiúscula e por extenso
caso se deseje dar ênfase à data comemorativa: o
Primeiro de Janeiro (Dia da Confraternização
Universal), o Primeiro de Maio (Dia do Trabalho). 3 - Apenas
se a data for escrita de forma abreviada, empregue 1: 1/9/82.
Primeiro-ministro. 1 - Quando mulher, primeira-ministra.
2 - Plural: primeiros-ministros e primeiras-ministras. 3 - Em
nenhuma hipótese use as formas "1.º-ministro"
ou "l.º ministro".
Principiar. Antes de infinitivo, exige a: Quis
principiar a fazer a matéria logo.
Princípio. Veja a diferença entre as
locuções formadas pela palavra: 1 - A
princípio significa no começo: A
princípio, pensava em sair, mas arrependeu-se e decidiu ficar em
casa. 2 - Em princípio equivale a em tese, de modo
geral: Todos, em princípio, são iguais perante a lei. /
Em princípio, todos o estimavam. 3 - Por
princípio quer dizer por convicção: Por
princípio, não tolero pessoas racistas.
Prior. Feminino: prioresa (prefira) e priora.
Priori (a). Equivale a antes da experiência, pela causa ou
pela natureza da causa: Conclusão a priori (sem apoio nos
fatos). / Teoria formulada a priori (antes da experiência).
Não tem o sentido de antes, anteriormente, sendo, pois, incorretas
construções como: Fez o pagamento "a priori".
Privada. Para evitar duplo sentido, use o adjetivo sempre
junto do substantivo: a vida privada, a iniciativa privada.
Nunca em frases como: A vida pública e a privada. /
A iniciativa estatal e a privada.
Privilégio. E não "previlégio".
Pró. 1 - Com o sentido de a favor de, liga-se
com hífen a um substantivo: encontro pró-prorrogação,
campanha pró-Machado de Assis, cruzada pró-infância,
concentração pró-diretas, apelo
pró-invasores. 2 - Como elemento de composição,
deve ser seguido de hífen: pró-americano, pró-britânico,
pró-homem, pró-socialista, pró-soviético.
Exceções: procônsul, procriar,
protórax,
propor, pronome. 3 - Quando substantivo, tem singular e plural:
Pesou os prós e os contras.
Problema. Liga-se com hífen a outro substantivo:
preso-problema, mulheres-problema.
Procedência. 1 - Os textos do serviço local
não terão nenhuma indicação de procedência.
Procure, porém, deixar claro que se trata de notícia
oriunda de São Paulo ou de fato ocorrido na capital do
Estado.
2 - As notícias e reportagens das sucursais, correspondentes e
enviados
especiais terão como indicação de procedência
o nome da cidade de onde se originem, em maiúsculas, mas
não em negrito. A norma vale tanto para os
municípios
do interior (nele incluídas as cidades da Grande São
Paulo, à exceção da Capital) como para os
dos Estados. Veja os exemplos:
SANTOS - O cargueiro russo Solaris chegou ontem...
GUARULHOS - Um incêndio destruiu ontem à noite...
BRASÍLIA - A Câmara dos Deputados aprovou, em
segunda votação...
3 - Se uma sucursal ou correspondente cobrir fato ocorrido em
outra cidade, a procedência do noticiário será
a da cidade que originou a notícia e não a do município
da sucursal ou correspondente. Por exemplo, se Campinas mandar
notícia de Paulínia, use esta indicação:
PAULÍNIA - A Refinaria do Planalto...
4 - Se a procedência da matéria for a de uma cidade
pouco conhecida, explique, no texto (e não na
procedência),
onde a cidade se localiza (norte de Goiás, sul de São
Paulo, região de Bauru, etc.).
5 - O noticiário do Exterior começará sempre
com o nome da cidade de origem, em maiúsculas, mas não
em negrito. Se a cidade não for muito conhecida, coloque,
em minúsculas, o nome do país:
WASHINGTON - O governo dos Estados Unidos advertiu ontem...
PUERTO NOVO, Argentina - Um terremoto destruiu mais de 200
casas...
6 - Matérias procedentes de mais de uma fonte (sucursais,
correspondentes e serviço local) não terão
nenhum nome de cidade como indicação. Neste caso,
porém, marque sempre em itálico o nome de cada uma
das cidades de onde se originam as informações ou
onde ocorreram os fatos relatados, na primeira menção
que for feita a elas:
O presidente da República disse ontem em Ribeirão
Preto que... Ao desembarcar de volta em Brasília,
insistiu...
7 - Nas chamadas de primeira página em que se fundir o
noticiário das agências ou de enviados especiais
com o dos correspondentes no exterior, a informação
destes deverá trazer o seu nome e o cargo em itálico:
Em Nova York, informa o correspondente João de Almeida...
Também nas notícias publicadas no interior do jornal,
se se fizer esse tipo de fusão, adote o mesmo procedimento.
8 - Se a fusão de notícias incluir material de colaboradores,
e não de funcionários do jornal, use esta forma:
Em Nova York, segundo informa Cíntia de Campos,
especial para o Estado,...
9 - As chamadas de primeira página não levarão
nenhuma indicação de procedência, nem mesmo
nas matérias provenientes do exterior. A única
exceção
é para o caso dos enviados especiais, quando se adotará
a norma respectiva.
Proceder. Regência. 1 - Proceder a alguma
coisa: O juiz procedeu ao julgamento. / Proceder ao inquérito,
ao inventário, ao interrogatório, à
eleição. 2 - Proceder de algum lugar ou de alguém:
Ele procede de Ribeirão Preto. / Ele procede da família
Maia. / A acusação
procede de quem? 3 - Proceder (sem complemento): Ele sempre
procede bem. / A denúncia não procede. 4 - Como
proceder não
admite a regência direta, inexistem formas como: O inventário
"foi procedido". / O inquérito "foi
procedido".
Prodígio. Liga-se sem hífen a outro substantivo:
menino prodígio, crianças prodígios.
"Proferir que". Alguém profere
alguma coisa, mas não profere que.
Profeta. Feminino: profetisa.
Progenitor(a). Use pai ou mãe. Progenitor
e progenitora, só em casos muito especiais: além
de rebuscados, significam, na origem, avô e avó.
Progredir. Conjuga-se como agredir: progrido, progrides;
que eu progrida; etc.
Proibido. Ver em é
preciso, a concordância de é
proibido.
Proibir. Regência. 1 - Proibir alguma coisa:
A lei brasileira proíbe o aborto. / A empresa proibiu
a entrada de pessoas estranhas. 2 - Proibir alguém
de alguma coisa: O pai proibiu o filho de viajar. / Proibiu-nos
de procurá-lo. 3 - Proibir alguma coisa a alguém:
Os médicos lhe proibiram as visitas. / Proibiu aos amigos
que o acompanhassem.
Projétil. Use esta forma, com o plural projéteis.
Projeto. Inicial maiúscula: Projeto Axé.
Proliferar. E não "proliferar-se".
Pronome oblíquo (complemento comum). 1 - Quando
um pronome oblíquo é complemento de dois ou mais
verbos, ele pode vir ligado apenas ao primeiro, sem
repetição
posterior: Nós o desejamos e fizemos. / O país
se desenvolvia e expandia territorialmente. / Eram sugestões
que se confundiam e completavam. 2 - Com infinitivos, porém,
repita o pronome: Para confundi-lo e preocupá-lo...
/ Queria procurá-lo e convidá-lo a participar da
festa.
Pronome oblíquo
com verbo.
Pronome oblíquo com verbo (intercalação).
1 - Depois do futuro ou do futuro do pretérito
(antigo condicional), não se pode usar o pronome oblíquo.
São, pois, incorretas formas como "darei-te",
"pedirás-nos",
"contaria-se", "teríamo-lo", etc.
2 - Por esse motivo, intercala-se o pronome no verbo, com a observância
das regras expressas no uso geral destas formas: trabalhar-se-á
(trabalhará + se), dar-se-ia (daria + se), pedi-lo-ia
(pediria + lo), contar-lhe-íamos (contaríamos
+ lhe), encontrar-nos-emos (encontraremos + nos), solicitar-vos-ei
(solicitarei + vos), fabricá-lo-emos (fabricaremos
+ lo), lamentar-vos-eis (lamentareis + vos), punir-nos-ão
(punirão + nos).
3 - Os verbos fazer, dizer e trazer reduzem-se
a
far, dir e trar nestes dois tempos:
far-nos-á
(fará + nos), di-lo-íamos (diríamos
+ o), trar-lhe-ei (trarei + lhe), far-nos-ão
(farão + nos), dir-te-emos (diremos + te); trar-nos-íeis
(traríeis + nos), etc.
4 - Como, porém, essas formas soam de maneira rebuscada
para o leitor, devem, por isso, ser evitadas no noticiário
(conserve-as, no entanto, em artigos e comentários assinados).
Pronome oblíquo com verbo (particípio). Nunca
use o pronome oblíquo depois de particípio
(tendo "formado-se", havia "quebrado-se", "foi
negado-lhe", etc).
Nesse caso, o pronome só pode ligar-se ao verbo auxiliar:
foi-lhe negado, tinha-se formado, havia-se quebrado, etc.
Pronome oblíquo no início de frase. Nunca
inicie frase com o pronome oblíquo. Essa forma só
poderá ser admitida na linguagem coloquial (crônicas,
principalmente) ou na transcrição de declarações
populares: Me deixem dizer uma coisa / Lhe pedi socorro, mas
ele não ouviu.
Pronome possessivo
(uso).
Pronomes retos.
Pronto-socorro. Com hífen. Plural: prontos-socorros.
Pronúncia. Ver Guia de pronúncia.
Propositadamente. Propositado e propositadamente
são preferíveis a proposital e propositalmente,
tanto no sentido de adequação ou oportunidade
quanto no de intenção: Observação
propositada. / Derrubou o copo propositadamente.
Próprio. 1 - Concordância. Ver mesmo, mesma. 2 - Superlativo:
propriíssimo.
Proscrição. Ver prescrição,
proscrição.
Prostrar(-se). Sempre com tr.
Protéico. E não
"proteico" (êi).
Protestado. É um título ou cheque, mas nunca o
devedor. Assim: Teve o título protestado. E não:
Pagou a dívida e mesmo assim foi "protestado".
Proto... Hífen antes de vogal, h, r e
s:
proto-actínio (ou protactínio),
proto-evangelho, proto-história, proto-revolução,
proto-satélite. Em outros
casos: protofonia, protomártir, protonauta, protozoário.
Prova dos noves. Desta forma, e não "prova dos nove".
Provável. Ver possível,
provável.
Prover. Conjugação. Pret. perf.
ind.: Provi, proveste, proveu, provemos, provestes, proveram.
M.-q.-perf. ind.: Provera, proveras, provera,
provêramos,
provêreis, proveram. Fut. subj.: Prover, proveres,
prover, provermos, proverdes, proverem. Part.: Provido.
Os outros tempos seguem ver :
provejo, provês, provê, provemos, provedes, provêem;
provia; proverei, proverás; proveria; que eu proveja; se
eu provesse; provê, proveja, provejamos, provede, provejam;
etc.
Provir. Conjuga-se como vir.
Próximo. 1 - Quando se referir a tempo, use a palavra
apenas com o sentido de futuro: no próximo mês,
no próximo ano, no próximo século, nos próximos
15 dias (nunca, porém: no mês próximo
futuro, no ano próximo futuro, no século próximo
futuro, nos 15 dias próximos futuros). 2 - Não
use próximo, porém, para designar os dias da semana
em curso: O presidente visitará São Paulo
quinta-feira (e não "na próxima"
quinta-feira).
Próximo (de ou a). A forma vai depender do sentido
da frase: 1 - Adjetivo. Concorda com o substantivo ou pronome:
Os primos estavam próximos. / Elas ficaram mais próximas
de nós. / A casa era próxima da outra. 2 - Em
locução: Ela estava próximo do pai
(perto do). / Morávamos muito próximo da sua
casa. / Próximo ao rio havia uma árvore muito alta.
Pseudo. 1 - É prefixo, apenas, e jamais adjetivo.
Assim, forma palavras como pseudo-análises, pseudocríticas,
pseudo-heróis, pseudo-sensações ou
pseudoprofetas
(em vez de "pseudas análises", "pseudas
críticas", "pseudos heróis", "sensações
pseudas" ou "profetas pseudos"). 2 - Como prefixo,
tem hífen antes de vogal, h, r e s:
pseudo-anemia,
pseudo-esfera, pseudo-histórico,
pseudo-revelação,
pseudo-sigla. Nos demais casos: pseudodiamante,
pseudofruto, pseudoprotetor.
Psico... Liga-se sem hífen ao termo seguinte:
psicocirurgia, psicorragia,
psicossocial, psicoterapia. Quando o segundo termo começa
por vogal, pode haver mudanças no interior da palavra:
psicanálise (psico + análise), psicastenia
(psico + astenia), psiquiatria (psico + iatria).
Psique. Sem acento (pronuncia-se psíque,
e não psiquê). O móvel, no entanto,
é psichê.
Pudico. Sem acento (pronuncia-se pudíco).
Puro-sangue. Plural: puros-sangues.
"Puxa-saco". Não use.
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